Campanha Junho Laranja
Junho Laranja reforça a importância de falar sobre infertilidade e quebrar tabus sobre saúde reprodutiva
O mês de junho é marcado mundialmente pela campanha Junho Laranja, voltada à conscientização sobre a infertilidade, uma condição que afeta milhões de pessoas e que ainda é cercada por desinformação e preconceitos. A iniciativa busca ampliar o debate sobre saúde reprodutiva, incentivar o diagnóstico precoce e mostrar que existem alternativas e tratamentos capazes de ajudar casais e pessoas que desejam ter filhos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a infertilidade é considerada uma doença do sistema reprodutivo e pode atingir homens e mulheres. De forma geral, caracteriza-se pela dificuldade de engravidar após 12 meses de tentativas regulares, sem o uso de métodos contraceptivos.
Para o Dr. Nilo Frantz, especialista em medicina reprodutiva e fundador do Grupo Nilo Frantz, a campanha é fundamental para ampliar a conscientização e reduzir os preconceitos em torno do tema.
“Durante muito tempo, a infertilidade foi tratada como um tema cercado de culpa e até preconceito. O Junho Laranja tem o papel de ampliar esse debate, levar informação de qualidade e mostrar que a infertilidade é uma condição médica, e não uma escolha ou motivo de vergonha. Quanto mais falarmos sobre o assunto, mais cedo as pessoas buscarão diagnóstico e tratamento adequado”,destaca.
Campanha Junho Laranja
Entre os principais fatores relacionados à infertilidade feminina estão endometriose, alterações hormonais, baixa reserva ovariana, síndrome dos ovários policísticos, idade avançada e obstruções nas trompas. Já nos homens, as causas mais comuns envolvem alterações na qualidade ou quantidade dos espermatozoides, fatores hormonais, genéticos e hábitos de vida.
A médica Dra. Stephanie Majer, especialista em reprodução assistida da ENNE Medicina Reprodutiva, explica que a informação é uma das maiores aliadas da fertilidade.
“Muitas pessoas ainda acreditam que infertilidade é um problema exclusivamente feminino, o que não é verdade. Cerca de 40% dos casos têm fatores masculinos envolvidos. Além disso, existe o mito de que engravidar pode acontecer a qualquer momento da vida. Porém, sabemos que a fertilidade feminina diminui com o passar dos anos. Por isso, falar sobre prevenção, planejamento reprodutivo e investigação precoce é tão importante”, afirma.
Os especialistas alertam que o ideal é procurar avaliação médica quando houver dificuldade para engravidar após um ano de tentativas. Ou após seis meses, no caso de mulheres acima dos 35 anos. Mesmo para quem ainda não pensa em ter filhos, recomenda-se realizar um check-up periódico da saúde reprodutiva. Ou sejs, evitando descobertas tardias que possam comprometer a fertilidade no futuro.
Hoje, os tratamentos de reprodução assistida evoluíram significativamente e incluem desde indução da ovulação e inseminação artificial até fertilização in vitro (FIV), além de técnicas de preservação da fertilidade como o congelamento de óvulos e espermatozoides.
De acordo com o Dr. Nilo Frantz, o avanço da medicina reprodutiva trouxe mais esperança para pacientes que antes acreditavam não ter possibilidades de realizar o sonho da maternidade ou da paternidade.
“A reprodução assistida evoluiu muito nos últimos anos, tanto em tecnologia quanto em segurança e taxas de sucesso. Trabalhamos com sonhos, e o mais importante é que as pessoas entendam que buscar ajuda especializada o quanto antes pode fazer toda a diferença”, reforça.
Além do aspecto médico, os profissionais destacam que a infertilidade também pode gerar impactos emocionais importantes, como ansiedade e estresse. Por isso, quebrar tabus e estimular o diálogo aberto sobre o tema é um dos principais objetivos do Junho Laranja.
“Precisamos naturalizar as conversas sobre fertilidade e saúde reprodutiva. A informação reduz sofrimento, amplia possibilidades e ajuda as pessoas a tomarem decisões com mais consciência e tranquilidade”, conclui Dra. Stephanie.

