Dicas para não ter problemas na sua próxima viagem

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Era 27 de junho de 2018, eu e meu amigo estávamos no Sheremetyevo International Airport em Moscou na fila do check-in aguardando nossa vez.

Estávamos retornando da copa do Mundo, antes do término, pois nossas férias haviam acabado. Graças à Deus nossa viagem correu bem.

Justo atrás, havia um gordinho despenteado, suado e bastante perdido. De olhos arregalados, ele buscava interagir com quem estivesse disposto.

Ele lançava algumas perguntas a quem estava atrás, depois olhava ao redor em busca do próximo interlocutor. Percebendo que eu e eu amigo conversávamos em alto e bom português, ele logo iniciou a interação.

Queria saber para aonde estávamos indo. Passadas aquelas primeiras perguntas corriqueiras, “de onde vocês são”, “quais jogos vocês assistiram”, não resisti, queria saber o que se passava por detrás daquela ansiedade.

Bastou um simples “o que você achou da Rússia?” para que ele começasse a contar sua epopeia, que incluía perrengues comuns de viagem, mas culminava com um contratempo pra pessimista nenhum botar defeito.

Ele e alguns amigos haviam alugado um hotel que não existia!

Ao chegar no local se deparam com uma loja de ferramentas fechada e um casal de gringos mais angustiados que barata de barriga pra cima que procuravam o mesmo hotel.

Cumpre lembrar que as cidades dos jogos em época de copa estavam lotadas e não tinha acomodação disponível, o que fez com que o gordinho e sua trupe tivessem que se virar em espaços públicos por quase 2 dias.

O suplício foi tamanho que ele teve que adiantar a sua volta para o Brasil.

O ser humano é péssimo em detectar risco

A próxima vez que entrar em uma discussão com alguém sobre riscos, lembre-se disso.

O cérebro humano é incrível, possui capacidades lógicas e linguísticas sem pares na natureza, mas se nele há um defeito, esse é sobre sua capacidade de avaliar riscos.

Pergunte a si mesmo, qual foi a última vez que você foi ao cardiologista? Você come muito sal? Você já entrou em um carro essa semana?

Se você fosse a uma praia onde houvesse uma placa com os dizeres “Cuidado, tubarão!”, certamente evitaria adentrar na água, não?

Pois bem, o fato de você não cuidar da saúde aumenta exponencialmente sua chance de passar dessa para uma melhor.

De acordo com dados do SUS, em 2017, as principais causas de mortes de brasileiros foram doenças do miocárdio e complicações derivadas de Acidente Vascular Cerebral.

Em oitavo lugar, mas não menos importante, estavam os acidentes de trânsito, que ceifaram a vida de nada menos que 46 mil brasileiros.

Para se ter noção, estima-se que a Guerra do Iraque (2003-2011) tenha matado em média 23 mil pessoas por ano, de acordo com a Associated Press (AP).

A nossa cabeça processa o risco de acordo com a vivacidade da informação em nossa memória.

Dito de outra maneira, atribuímos maior risco a eventos que provocam mais medo, não necessariamente aos que sejam de fato mais perigosos.

Um AVC provoca menos emoções que um sangrento ataque de tubarão, por exemplo.

Dessa maneira, é natural que tenhamos maior cautela com relação ao peixe, ainda que seu ataque seja causa de menos que 2 mortes por ano no Brasil.

Essa incapacidade em gerenciar o risco já foi tratada pelo best-seller “Rápido e Devagar  As Duas Formas de Pensar” do premiado Nobel de Economia Daniel Kahneman.

No texto, o autor ilustra nossa limitação na capacidade em lidar com pequenos riscos: ou damos peso excessivo, em função da quantidade de informação da qual dispomos, fomentada sobretudo pela mídia, ou o ignoramos completamente.

Todo mundo sabe que viagem é sinônimo de perrengue. Inclusive as melhores histórias vêm de algo que saiu errado.

Mas… todo mundo sabe também que o divertido mesmo é só contar os percalços na mesa de amigos, porque quando estamos com a pele no jogo, não tem nada de legal.

Por essa razão dê uma olhadinha nas dicas a seguir se você não deseja ser o próximo gordinho despenteado na fila do check-in.

Dicas para não ter problemas na sua próxima viagem
Fonte: pixabay.com

Seguro viagem

Todo mundo sempre pensa que isso não vai acontecer comigo, ou seria azar demais justo na viagem… Um pé torcido, uma dor de dente, quem sabe uma cirurgia, ou sem perceber você está doente.

Talvez alguém passe mal ao voar e de alguma forma o corpo tem que voltar. Enfim, como diz o jargão, melhor não arriscar né!?

Sem falar que os principais países da Europa exigem seguro internacional para que os turistas nele adentrem.

Portanto, antes de fazer as malas, não dispense esse item essencial, não se importe em desembolsar uma quantia extra, que não vai pesar nada no custo da viagem.

Os seguros cobrem despesas médicas básicas, internações e até o retorno para o país de origem, caso seja preciso.

Estacionamento

Uma das melhores experiências da viagem é o retorno para casa. O regresso ao seu lar contém expectativa inversamente proporcional à distância que você se encontra dele.

Nada melhor que chegar cansado de viagem, pegar seu carro, passar na sua rede de fastfood favorita, e voltar ao encontro da sua saudosa cama.

Entretanto, esse momento pode se tornar um pesadelo dependendo de onde você estacionar o seu carro.

Caso você vá de automóvel para o aeroporto, reserve um tempinho para decidir onde vai deixar seu veículo.

A recomendação é parar em estacionamento perto de aeroporto. Muitos deles oferecem pacotes promocionais para quem viaja, tornando o preço muitas vezes mais em conta que um transporte por aplicativo ou taxi.

Eles têm vans gratuitas para os clientes que fazem o translado até o aeroporto e funcionam 24 horas.

Cuidado com as crianças

Essas adoráveis criaturas são capazes de estragar qualquer viagem.

Quando a saúde não é a causa, visto que basta um vendo a boreste para que os pequenos comecem se entupir, é a papelada que impede o prosseguimento viagem.

Menores de idade precisam de autorização de ambos pais para embarcar em viagens internacionais. Em voos domésticos é necessário documento que comprove a filiação, caso a criança esteja em companhia dos genitores.

Caso o menor esteja desacompanhado dos pais, mas com maior responsável, é necessário Autorização judicial ou Autorização extrajudicial por escrito feita pelo pai, mãe ou responsável com firma reconhecida em cartório. Se eles forem viajar sozinhos, aí nem se fala…

A ideia é dificultar o tráfego de menores. Por isso, sempre que for levar crianças certifique-se da documentação necessária para embarque.

Dicas para não ter problemas na sua próxima viagem
Fonte: pixabay.com

Saúde

Quem nunca ouviu falar de pessoas que foram para o exterior, sofreram uma dor de dente, e tiveram que gastar metade das economias de uma vida inteira para pagar o tratamento?

Tá certo que nem sempre é a dor de dente a causa, mas relatos dos altos custos dos tratamentos médicos em outros países, escutamos aos montes.

Por isso vá ao médico antes de uma viagem, e como sabemos que menos de 0,001% das pessoas que estão lendo isso vão seguir esse conselho, pelo menos vá ao dentista, assim já estará diminuindo o índice de probabilidade de dar m3r5@!

Não menospreze sua saúde.

Mesmo que, após ter lido nossa primeira dica, você esteja amparado por seguro de viagem, é sempre ideal que a despesa com seguradoras, para qualquer fim, seja em vão.

Essa é a única coisa que compramos e fazemos questão de nunca usar.

Autor: Flávio Alves – Empresário

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