O papel dos exames de proficiência na proteção do paciente.
Enamed e Revalida: o papel dos exames de proficiência na proteção do paciente
Avaliações têm o objetivo de assegurar a qualidade da formação médica no país
Os testes de proficiência na medicina são importantes ferramentas de medição da qualidade dos profissionais que atuam na área de saúde no país. É por meio deles que se avaliam as habilidades e os conhecimentos dos futuros médicos, verificando a sua aptidão para o exercício da profissão.
Atualmente, há dois grandes exames no Brasil: o Enamed e o Revalida. Enquanto o primeiro tem o propósito de avaliar a qualidade dos cursos de medicina no Brasil e integrar os critérios para o ingresso na profissão, o segundo verifica as competências adquiridas por médicos formados no exterior, sendo uma exigência para profissionais que desejam atuar no Brasil.
Ambos reforçam a importância do exame de proficiência como instrumento para qualificar a formação médica e ampliar a segurança dos pacientes.
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Enamed: novo modelo de avaliação dos futuros médicos
O Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) foi criado com o objetivo de estabelecer um parâmetro nacional para avaliar a formação dos estudantes de medicina. Além de medir o desempenho acadêmico, a avaliação busca verificar se os concluintes desenvolveram os conhecimentos e as competências necessários para o exercício da profissão.
Além disso, ele também pode ser utilizado durante os processos de ingresso em programas de residência médica, servindo de porta de entrada para o ENARE (Exame Nacional de Residência Médica).
Com as mudanças anunciadas pelo governo federal, o Enamed passou a ter um papel ainda mais relevante no processo de ingresso na carreira médica, uma vez que os futuros estudantes de medicina deverão atingir uma nota mínima no exame para obter o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM).
A medida pretende fortalecer os mecanismos de controle da qualidade da formação médica diante da expansão dos cursos de graduação no país. Com as novas regras, o exame terá sua aplicação em dois momentos: durante o 4º ano de curso, para fins de diagnóstico e melhoria da qualidade do ensino; e no 6º ano, como requisito para obtenção do CRM.
Nesse contexto, o teste deixa de ser apenas um indicador da qualidade dos cursos e passa a funcionar como um instrumento de proteção à prática médica no país.
Ao exigir um nível mínimo de desempenho, o exame busca reduzir riscos relacionados à atuação de profissionais que não tenham demonstrado domínio dos conhecimentos essenciais para a prática clínica.
Revalida: requisito para médicos formados no exterior
Assim como o Enamed, o Revalida é um importante medidor da qualidade da formação médica. Ele é o exame destinado aos médicos que concluíram a graduação fora do Brasil e desejam exercer a profissão no país.
A avaliação é composta por etapas teóricas e práticas, desenvolvidas para avaliar se o candidato possui conhecimentos. Assim como, habilidades e competências compatíveis com as exigências da formação médica brasileira.
Diferentemente do Enamed, que avalia estudantes formados em instituições nacionais, o Revalida tem como finalidade validar diplomas estrangeiros. Igualmente, assegurar que esses profissionais estejam aptos a atuar no sistema de saúde brasileiro.
A existência do Revalida demonstra que a adoção de exames de proficiência não é uma novidade na medicina brasileira. Já utiliza-se o modelo como mecanismo de controle de qualidade para médicos formados no exterior. E, agora, passa a inspirar uma política voltada também aos novos profissionais graduados em instituições nacionais, materializada pelo Enamed.
Ao estabelecer parâmetros objetivos para avaliar conhecimentos e competências, tanto o Enamed quanto o Revalida contribuem para fortalecer a formação médica. E, ainda, reduzir riscos aos pacientes ao assegurar que os profissionais ingressem na carreira preparados para os desafios da prática médica.

