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Inteligência entre humanos é maior que em espécies de animais

Inteligência entre humanos é maior que em espécies de animais.

Neurocientista explica que a distância na inteligência entre humanos é maior que em espécies de animais, podendo chegar a 129%

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues apresenta hipótese sobre a diversidade intelectual humana e utiliza comparações estatísticas para demonstrar diferenças cognitivas que podem passar despercebidas no cotidiano.

A distância intelectual entre dois seres humanos pode ser maior do que se imagina. O neurocientista Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, especialista em inteligência humana e diretor científico do Centro de Pesquisa e Análises Heráclito (CPAH), propõe que a variação cognitiva dentro da humanidade possa superar, em determinados aspectos, a encontrada entre indivíduos de outras espécies animais. A hipótese ainda exige comprovação comparativa.

Inteligência entre humanos é maior que em espécies de animais.
Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues,

Para ilustrar essa amplitude, o pesquisador utiliza o quociente de inteligência (QI), principal referência psicométrica padronizada para avaliar a inteligência geral. Fabiano também possui pós-graduação lato sensu em Física Quântica e Molecular.

Inteligência entre humanos é maior que em espécies de animais

Assim, considerando dois indivíduos com QI de 70 e 160, a diferença matemática chega a aproximadamente 129% em relação à menor pontuação. Entretanto, não é necessário recorrer aos extremos para encontrar distâncias expressivas. Assim, entre pessoas com QI de 90 e 110, por exemplo, a diferença numérica corresponde a 22,2%.

Em uma população como a cidade de São Paulo, com aproximadamente 11,9 milhões de habitantes. Segundo estimativa do IBGE para 2026, é possível construir uma simulação estatística. Então, considerando uma distribuição normal de QI, com média 100 e desvio padrão 15, a diferença média esperada entre duas pessoas escolhidas aleatoriamente seria de aproximadamente 16,9 pontos. Ou seja, valor numericamente equivalente a 16,9% da pontuação de referência 100.

Dessa forma, esses percentuais representam relações aritméticas entre pontuações, não quantidades absolutas de inteligência. Assim, a simulação também não corresponde a uma medição realizada entre os habitantes de São Paulo.

Como essa diferença aparece no comportamento?

Imagine uma criança com febre elevada e dores abdominais intensas. Dois responsáveis precisam avaliar a situação.

No primeiro exemplo hipotético, o responsável acredita que seja uma infecção intestinal porque já presenciou sintomas semelhantes. Mesmo diante da piora, insiste na interpretação inicial, ignorando outras possibilidades. No segundo, o responsável reconhece que sintomas semelhantes podem possuir causas diferentes, considera os riscos de uma conclusão precipitada e procura atendimento médico imediatamente.

A diferença entre os comportamentos ilustra a importância da metacognição, capacidade de avaliar o próprio pensamento, reconhecer erros e revisar conclusões. A inteligência pode favorecer o processamento de informações complexas, embora um QI elevado não garanta decisões corretas. Conhecimento, experiências e características de personalidade, como a conscienciosidade, também interferem nesse processo.

Pesquisas

A saber, pesquisas publicadas na revista Nature Reviews Neuroscience confirmam diferenças individuais na inteligência humana, associadas ao funcionamento de redes cerebrais distribuídas, especialmente nas regiões frontais e parietais. Na interpretação de Fabiano, a amplitude dessas diferenças ajuda a compreender por que duas pessoas expostas aos mesmos acontecimentos podem construir explicações completamente distintas.

Assim, a comparação com outras espécies permanece uma hipótese autoral. portanto, ainda não há uma escala universal que permita estabelecer percentualmente se a variação intelectual humana supera a observada em outros animais.

Fontes e referências

DEARY, I. J.; PENKE, L.; JOHNSON, W. The neuroscience of human intelligence differences. Nature Reviews Neuroscience, 2010. DOI: 10.1038/nrn2793.
SPRINGER NATURE. Improving confidence intervals for normed test scores: Include uncertainty due to sampling variability. Behavior Research Methods, 2019. DOI: 10.3758/s13428-018-1122-8.
IBGE. Estimativas da população residente nos municípios brasileiros, 2026.
ENCICLOPÉDIA DE FILOSOFIA DE STANFORD. Methods in Comparative Cognition, 2023.

Uiara Zagolin
Uiara Zagolin
Jornalista e Editora do portal NA MIDIA; Correspondente Internacional; Diretora de Relações Internacionais da FEBRACOS Federação Brasileira de Colunistas Sociais; Vice-Presidente da APACOS Associação Paulista de Colunistas Sociais; Delegada Regional da Associação Internacional de Imprensa; membro da Worldwide Association of Female Professionals; Imortal na Academia de Artes de São Paulo e Academia Mundial de Letras. Com formação no Canadá, EUA e UK
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