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O que é creatina e por que a força ganhou espaço no envelhecimento?

O que é creatina e por que a força ganhou espaço no envelhecimento?

O interesse pelo treino de força acompanha uma mudança na forma de encarar o envelhecimento, com maior atenção à autonomia e à manutenção da capacidade funcional.

À medida que a população envelhece, manter força e capacidade para realizar atividades cotidianas ganha importância, especialmente porque a perda de massa muscular tende a se intensificar a partir dos 50 anos. O treinamento de força também aparece relacionado à manutenção da autonomia, da mobilidade e da qualidade de vida durante o envelhecimento.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos façam entre 150 e 300 minutos de atividade física aeróbica moderada por semana ou entre 75 e 150 minutos de atividade vigorosa. A orientação inclui ainda exercícios de fortalecimento dos principais grupos musculares em pelo menos dois dias da semana.

À medida que a população envelhece, manter força e capacidade para realizar atividades cotidianas ganha importância, especialmente porque a perda de massa muscular tende a se intensificar a partir dos 50 anos. O treinamento de força também aparece relacionado à manutenção da autonomia, da mobilidade e da qualidade de vida durante o envelhecimento.A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos façam entre 150 e 300 minutos de atividade física aeróbica moderada por semana ou entre 75 e 150 minutos de atividade vigorosa. A orientação inclui ainda exercícios de fortalecimento dos principais grupos musculares em pelo menos dois dias da semana.

(Créditos: Giulio Fornasar / iStock) 

Força como parte da longevidade

A relação entre musculação e envelhecimento está ligada à capacidade de preservar movimentos necessários para a rotina. O treinamento de força pode contribuir para a manutenção da massa muscular, enquanto exercícios que trabalham equilíbrio ajudam a reduzir o risco de quedas entre pessoas mais velhas.

Em entrevista à Rádio USP, o professor José Carlos Farah destacou que a prática regular de exercícios faz parte de um conjunto de hábitos que contribuem para uma vida mais longa com autonomia. Segundo ele, a atividade física também pode beneficiar a saúde cognitiva, a memória e o bem-estar emocional.

Nesse sentido, a musculação deixou de estar restrita a objetivos relacionados ao ganho de massa muscular ou à aparência e passou a integrar estratégias de manutenção da capacidade física em diferentes fases da vida.

Isso não significa que todos devam seguir o mesmo tipo de treinamento. A escolha dos exercícios, a intensidade e a progressão precisam considerar idade, histórico de saúde, condição física e objetivos individuais.

Por que o treinamento de força importa depois dos 50

A perda muscular faz parte do envelhecimento, mas sua velocidade pode variar. Quando associada à redução da força e da capacidade funcional, pode contribuir para a sarcopenia, condição que interfere na realização de atividades cotidianas.

O impacto aparece em situações que nem sempre são percebidas como relacionadas à musculação, como levantar-se de uma cadeira, subir e descer escadas, carregar compras, realizar tarefas domésticas e até caminhar e se deslocar com segurança.

Por isso, o objetivo do treinamento de força não precisa estar relacionado apenas ao aumento do volume muscular. Preservar a capacidade de realizar essas tarefas também é uma forma de cuidar da independência.

O que é creatina e qual a relação com o treino

Com o aumento do interesse pelo treinamento de força, também surgem dúvidas sobre suplementação, entre elas o que é creatina e qual é sua relação com o desempenho físico.

A creatina é uma substância presente naturalmente no organismo e envolvida no fornecimento de energia para esforços musculares de alta intensidade e curta duração. Ela também pode ser obtida por meio da alimentação.

Apesar da associação frequente entre creatina e musculação, a substância não substitui o exercício, a alimentação adequada ou o acompanhamento profissional. Questões relacionadas ao uso de suplementos devem ser avaliadas individualmente, especialmente quando há condições de saúde ou uso de medicamentos.

Musculação para além da estética

A expansão do treinamento de força para diferentes faixas etárias acompanha uma mudança na maneira de pensar o exercício. Em vez de estar ligado apenas à aparência, o desenvolvimento da força pode ser entendido também como parte da preparação para as demandas físicas do envelhecimento.

A atividade física regular está associada a benefícios para a saúde cardiovascular, metabólica e mental, assim como a melhorias na mobilidade, no equilíbrio, na independência e na qualidade de vida entre pessoas mais velhas.

Para quem está começando, não é necessário partir diretamente para treinos intensos. A recomendação é que pessoas inativas iniciem com pequenas quantidades de atividade e aumentem gradualmente a duração, frequência e intensidade.

O treinamento de força se relaciona a uma questão prática do envelhecimento: manter a capacidade de fazer, com autonomia, aquilo que faz parte da vida diária.

O que é creatina e por que a força ganhou espaço no envelhecimento?

Uiara Zagolin
Uiara Zagolin
Jornalista e Editora do portal NA MIDIA; Correspondente Internacional; Diretora de Relações Internacionais da FEBRACOS Federação Brasileira de Colunistas Sociais; Vice-Presidente da APACOS Associação Paulista de Colunistas Sociais; Delegada Regional da Associação Internacional de Imprensa; membro da Worldwide Association of Female Professionals; Imortal na Academia de Artes de São Paulo e Academia Mundial de Letras. Com formação no Canadá, EUA e UK
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