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Coletivo Jardim amplia impacto social

Coletivo Jardim amplia impacto social.

Idealizado pela Elã Produz, projeto desenvolve experiências culturais e afetivas voltadas às famílias, crianças e territórios periféricos

Entre contações de histórias, teatro musical, experiências de autocuidado e atividades comunitárias, o Coletivo Jardim vem fortalecendo o acesso à cultura nas periferias de São Paulo através de ações que unem arte, ancestralidade, território e cuidado coletivo.

Criado pela produtora cultural e artista Esther Dagápito, o projeto se consolidou como um espaço de acolhimento, escuta e construção artística coletiva.

A iniciativa nasceu a partir do desejo de aproximar cultura, memória afetiva e bem-estar em experiências acessíveis para diferentes gerações. Com uma proposta decolonial e comunitária, o coletivo desenvolve atividades que conectam literatura, música, teatro, oralidade e práticas de cuidado integradas ao cotidiano dos territórios periféricos.

O Jardim já nasceu como um espaço de encontro e acolhimento. Tem sempre gente chegando, se conectando e se tornando Jardim também. É um ecossistema formado por artistas, pesquisadores e articuladores que acreditam na potência da cultura e do cuidado construídos coletivamente”, afirma Esther.

A trajetória do coletivo começou ainda em 2021 com o projeto Cortejo Literário, circuito que realizou 10 apresentações culturais em diferentes espaços. Em 2023, o grupo ampliou suas ações com Jardim de Histórias, posteriormente intitulado Histórias do Meu Jardim, apresentado no Centro Cultural São Paulo (CCSP), além de quatro apresentações no Sesc. No mesmo período, o projeto Quintal realizou duas apresentações voltadas às famílias e infâncias.

Coletivo Jardim amplia impacto social

Em 2024, o coletivo fortaleceu sua circulação cultural com Histórias do Meu Jardim, que percorreu bibliotecas municipais em um circuito de oito apresentações. Já A Caixa de Sons Ancestrais, inicialmente concebido como contação de histórias, realizou duas apresentações em bibliotecas e uma em Casa de Cultura.

O espetáculo surgiu a partir de experiências pessoais atravessadas pela ancestralidade e pelo luto vivido por Esther Dagápito, que transformou memórias familiares em linguagem artística sensível e acessível para crianças e famílias.

Quando eu sonhei com a minha avó, senti uma calma muito forte, como se aquele encontro estivesse me preparando para compreender a continuidade da vida através da memória e do afeto. A obra nasceu desse lugar muito íntimo e acabou se tornando também um espaço coletivo de acolhimento”, relembra.

Além das atividades artísticas, o Coletivo Jardim também promove ações voltadas ao bem-estar comunitário. Reunindo, assim, práticas como meditação, yoga, respiração consciente e experiências de autocuidado coletivo. Especialmente voltadas às famílias e moradores dos territórios atendidos.

Já em 2025, o grupo deu continuidade às atividades com Histórias do Meu Jardim na programação da Virada Sustentável, no CCSP. Além da adaptação de A Caixa de Sons Ancestrais para o formato de teatro musical. Ou seja, apresentado em biblioteca através do edital Fluxo SP.

Então, com atuação voltada à valorização das narrativas periféricas, da oralidade e das memórias ancestrais, o Coletivo Jardim segue transformando espaços culturais em ambientes de pertencimento. Assim como, cuidado e troca coletiva, reafirmando a cultura como ferramenta de escuta, afeto e transformação social.

Joacles Costa
Joacles Costahttp://namidia.com.br
Joacles Costa é Dr. h.c. em Jornalismo, Pós-Graduado em Jornalismo Digital, Gestão Pública, Educação Ambiental. Professor de Língua Portuguesa, Espanhola e Escritor.
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