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Teatro de grupo Knots.Nudos.Nós

Evento bienal e itinerante por várias cidades do mundo, desde 2011, acontece pela primeira vez na cidade de São Paulo

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Teatro de grupo Knots.Nudos.Nós.

Coletivos artísticos da Argentina, Brasil, Bolívia, Chile,Colômbia, Equador, México, Noruega e Venezuela chegam a São Paulo para a 7a. edição do Festival Internacional de  Teatro de grupo Knots.Nudos.Nós

Evento bienal e itinerante por várias cidades do mundo, desde 2011, acontece pela primeira vez na cidade, com extensa programação de 6 a 20 de julho, em vários espaços culturais. Apresentações Gratuitas 

Com a participação de 24 grupos e coletivos artísticos de diferentes países – Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México, Noruega e Venezuela, a 7ª edição do Festival e Encontro Internacional de Teatro de grupo Knots.Nudos.Nós chega a cidade de São Paulo com uma extensa programação, de 6 a 20 julho de 2024, com apresentação de espetáculos e oficinas em vários espaços culturais da cidade, sempre com entrada gratuita.

Viaje al Corazon de La Madre Terra, do Teatro Grito, da Bolívia, se apresenta dia 14 de julho, às 17h, na Vila Itororó.  Foto: Checho Alavi

O Festival Knots.Nudos.Nós promove o encontro entre mais de 80 artistas de diferentes nacionalidades que, além de apresentarem seus trabalhos por meio de peças e oficinas, também realizam um encontro imersivo com intercâmbio de experiências durante os 15 dias do festival.

Teatro de grupo Knots.Nudos.Nós

Esta troca intensa é estruturada por um processo de criação coletiva abarcando todos os artistas participantes, coordenados por uma equipe criativa brasileira, gerando uma obra final prevista em forma de Cortejo nas ruas de São Paulo que poderá ser apreciado pelo público nos últimos dois dias do evento.

O Festival e Encontro Internacional Knots.Nudos.Nós é um evento bienal, que teve sua primeira edição em 2011, e desde então acontece por diferentes lugares do mundo, reunindo grupos de teatro que formam a Rede Knots.Nudos.Nós de Teatro de Grupo.

O espetáculo “Nas Asas da Iúna – A Revoada”, do brasileiro Coletivo Iúnas, acontece no dia 17 de julho, às 19h, no Teatro Flávio Império

Esta Rede, hoje composta por mais de 15 grupos que já participaram de mais de uma edição, em sua maioria grupos teatrais periféricos e independentes, oriundos de diversos países, especialmente da América Latina, tem radicalizado seus princípios de autogestão, colaboração e itinerância.

A 7ª edição do festival

A 7ª edição do festival tem a concepção e produção realizada pelos grupos Impulso Coletivo de São Paulo-SP, Coletiva Corpo Território de São Paulo-Brasil e La Paz-Bolívia, e Coletivo Iúnas de Campinas/SP, e foi contemplado pelo Programa IBERESCENA – Fundo de Apoio para as Artes Cênicas Ibero-americanas – 2023/2024, além de contar com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo e Instituto Tebas.

Esta edição será a primeira a propor uma temática como guia para o encontro – KILOMBO, trazendo debate sobre o teatro como estratégia de ação afirmativa, contra colonial e antirracista.

Contos Africanos, do Núcleo Teatral Opereta, de Poá / Brasil, se apresenta dia 14 de julho, às 15h30, na Vila Itororó. Foto: Giulia Martins

A equipe propõe nesta edição brasileira um mergulho nas questões raciais dos países que compõem a rede do Festival e a busca de estratégias de produção de obras artísticas afirmativas de ação contra colonial e antirracista como forma de reparação histórica e conscientização racial. É a primeira vez que um eixo temático guiará todas as ações do Festival.

A programação de espetáculos

A programação de espetáculos contempla a “Mostra Kilombo” com trabalhos relacionadas às temáticas racial, de gênero e/ou outras formas de luta contra opressões estruturais, a “Mostra Rede KNOTS.NUDOS.NÓS 13 anos” que apresenta obras dos grupos que compõem a rede há várias edições e a “Mostra Abertura de Processos” que compartilha com o público obras dos grupos que estão em andamento.

Toda a programação de espetáculos e oficinas do festival é gratuita e aberta ao público e ocorrerão em equipamentos culturais municipais: Galeria Olido, Tendal da Lapa, Vila Itororó, CRD – Centro de Referência à Dança, Teatro Flávio Império, além de espaços públicos como Largo do Paissandu.  As oficinas acontecem mediante inscrição prévia.

A programação dia-a-dia e links para inscrição em oficinas estarão disponíveis na página do festival no Instagram @knots.nudos.nos.

Lágrimas del Cielo, do Grupo TECOC- Antioquia, será apresentado dia 7 de julho, às 15h, na Galeria Olido.  Foto: Hugo Echeverry

Sobre o Festival

O Festival e Encontro Internacional Knots.Nudos.Nós surgiu em 2011 da aliança entre o Teatro In (Argentina) e o Marinaio Teatro (Alemanha). Nasceu como um evento bienal que a cada edição itinera por diferentes lugares do mundo. Reunindo grupos de teatro que formam a Rede Knots.Nudos.Nós de Teatro de Grupo.

Esta Rede hoje é composta por mais de 15 grupos que já participaram de mais de uma edição. E em sua maioria grupos teatrais periféricos e independentes, oriundos de diversos países. Assim, ao longo das suas seis edições tem radicalizado seus princípios de autogestão. Bem como, colaboração e itinerância, que acabaram por socializar o Festival Knots.Nudos.

Nós, tornando-o uma propriedade coletiva que se afirma como um território teatral supranacional. A cada edição do Festival e Encontro Knots.Nudos.Nós sua produção é rotacionada entre um ou mais grupo(s) de teatro. O que integram a Rede, e que serão responsáveis por organizar a seguinte edição em seu país de origem.

Edições

As edições anteriores foram 1a Edição 2011 – Berlim, Alemanha. 2a Edição 2013 – San Pedro, Buenos Aires, Argentina.  3a Edição 2015 – La Paz, Bolívia;  4a Edição 2017 – Mogi das Cruzes, São Paulo, Brasil.  5a Edição 2019 – Tafí del Valle, Tucumán, Argentina; 6a Edição 2022 – Buenos Aires, Argentina.

Esta edição está sendo realizada por Alejandra Del Carpio, Camila Andrade, Fernando Basílio. Ainda por, Jorge Peloso, Julieta Guimarães e Marília Amorim dos grupos Impulso Coletivo de São Paulo-SP. Também, Coletiva Corpo Território de São Paulo-Brasil e La Paz-Bolívia. E Coletivo Iúnas de Campinas/SP, em articulação com a Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo. Com apoio nacional do Instituto Tebas e internacional do IBERCENA – Fundo de Apoio para as Artes Cênicas Ibero-americanas – 2023/2024.

La gente de la Tierra / People of the Earth. Espetáculo do Mezcolanza Teatro, México/Noruega/Chile, se apresenta dia 13 de julho, na Galeria Olido. Foto: Johan Arizpe

Edição Kilombo

A saber, a 7ª edição do Festival Knots.Nudos.Nós, contemplado pelo Programa IBERESCENA – Fundo de Apoio para as Artes Cênicas Ibero-americanas – 2023/2024. E prevê a discussão sobre a presença escassa de corpos negros e indígenas na participação do festival. Assim, unindo o desejo da equipe de produção desta edição junto ao proposto pelo Programa. A construção de um Protocolo de prevenção de violência baseada em raça, gênero, orientação sexual, deficiência fisica e/ou intelectual ou qualquer opressão estrutural.

Aumentar a presença desses corpos e seus protagonismos. Bem como a discussão sobre essa necessidade e o que isso implica, tornou-se um objetivo central desta edição. Ou seja, que propõe aprofundar a temática não apenas por meio da apresentação de espetáculos. Porém, durante rodas de conversa, assembléias e outros espaços formativos que perpassam o festival. Dessa forma, visando a construção de uma perspectiva ética do encontro permeada pelo pensamento afro-indígena e o conceito de Kilombo.

Noção de Kilombo

A noção de Kilombo aqui proposta é pautada especialmente no pensamento quilombola de Beatriz Nascimento e de Nego Bispo. Igualmente, busca caminhos para uma consciência negra apoiada na representação simbólica do termo. Isto é, que abrange conotação de resistência étnica e política. Assim, reconhecendo e afirmando um pensamento afro diaspórico em diálogo com a luta dos povos indígenas. Povos que têm resistido em toda as Américas/Abya Yala desde o período colonial até os dias de hoje.

O conceito de Kilombo vai além do fenômeno da escravidão negra ou do processo de diáspora africana. Mas sobretudo afirma-se como um projeto de sociedade. Uma proposta de mundo calcada na emancipação coletiva. Forjada na luta ancestral de povos originários de África e Brasil contra as opressões do sistema colonial escravista e do capital. Assim, este conceito se propõe a ser um horizonte comum. O que organiza, agrega e que dá consequência às ações da Rede Knots.Nudos.Nós de Teatro de Grupo.

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de Imprensa / Divulgação
Fotos: 
Divulgação
Edição: Redação Na Mídia

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