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Confira 18 curiosidades sobre a Casa Museu Ema Klabin

Confira 18 curiosidades sobre a Casa Museu Ema Klabin

Casa Museu Ema Klabin completa 18 Anos reunindo 35 séculos de arte e cultura

Aberta ao público desde 2007, a Casa Museu Ema Klabin, no Jardim Europa, em São Paulo, acaba de completar 18 anos de abertura ao público. De certo, o espaço abriga um diversificado acervo de mais de 1600 obras. Entre elas pinturas, mobiliário, livros raros, peças arqueológicas e de artes decorativas. Sem dúvida, seja pela riqueza do acervo, pela diversidade da programação ou pela beleza do espaço, há inúmeras razões para você visitar esse polo cultural e turístico do estado de São Paulo que reúne 35 séculos de arte e cultura. Assim, para comemorar a maioridade, selecionamos 18 curiosidades sobre a casa museu.  Confira:

1 – Layout original: Ao entrar na Casa Museu Ema Klabin, o visitante é transportado para o cenário que, outrora, abrigava a vida da empresária, mecenas e colecionadora Ema Klabin (25/01/1907 – 27/01/1994). Além disso, cada ambiente convida o público a um diálogo com a arte mundial. Com obras de mestres como, por exemplo: Marc Chagall, Frans Post, Tarsila do Amaral, Mestre Valentim, Di Cavalcanti, entre outros.

Lago com carpas na Casa Museu Ema Klabin. Foto: Nelson Kon / Arquivo Casa
Lago com carpas na Casa Museu Ema Klabin. Foto: Nelson Kon / Arquivo Casa
Palácio Alemão

2 – Palácio Alemão: Inspirada no Palácio de Sanssouci, em Potsdam, a residência foi idealizada pelo engenheiro-arquiteto Alfredo Ernesto Becker. Com cerca de 900 m², a construção, iniciada em 1950, levou, portanto,  uma década para ser construída. Foi, enfim,  concluída em 1960, quando Ema se mudou definitivamente para o local. De certo, o espaço ganhou vida pelas mãos do célebre decorador Della Stufa. Ele foi o responsável por conferir à casa uma decoração de elegância atemporal.

3 – Pietro Bardi: A coleção foi adquirida por Ema Klabin em galerias e antiquários do mundo inteiro. Curiosamente, uma das primeiras aquisições, em 1947, foi a tela Ariadne, de Jean-Baptiste Greuze (Séc. XVIII), por indicação do marchand italiano Pietro Maria Bardi – que, junto a Assis Chateaubriand, ajudou a criar o MASP e atuou como seu diretor por 45 anos.

Salão da Casa Museu Ema Klabin. Foto: Nelson Kon / Arquivo Casa Museu Ema Klabin
Salão da Casa Museu Ema Klabin. Foto: Nelson Kon / Arquivo Casa Museu Ema Klabin

4 – Caderno de jantares: Ema registrava todos os seus requintados jantares em um caderno especial, onde anotava desde as porcelanas e pratarias utilizadas, até o menu, toalhas, vinhos e arranjos de flores (tiradas do seu próprio jardim). De fato, recebeu visitas ilustres como, por exemplo:  Assis Chateaubriand, Magda Tagliaferro, João Carlos Martins, José Mindlin, entre outros. Atualmente, a cada semestre, a mesa da casa  ainda é posta reproduzindo um desses jantares.

Serviços trazidos por D. João VI 

5 – Porcelanas: a coleção de porcelanas de Ema Klabin presente na decoração de todos os ambientes de sua casa já foi tema de exposição. Sem dúvida, o conjunto de porcelanas da Companhia das Índias é o maior destaque, já que muitas peças pertenceram aos serviços trazidos por D. João VI em sua chegada ao Brasil em 1808.

6 – Primeiras pinturas sobre o Brasil: Na coleção da Fundação, há peças de grande valor histórico como Vista de Olinda (1650), de Frans Post, uma das primeiras pinturas feitas sobre o Brasil. Por sua vez, o quadro fez parte de uma leva de presentes dados pelo conde Maurício de Nassau, que governou o Brasil holandês entre 1637 e 1644, ao rei francês Luís XIV.

7 – Maior falsificador da história: No quarto principal da casa museu, as enigmáticas páginas iluminadas do “Falsificador Espanhol” (1900) despertam a curiosidade. Forjadas, portanto, por um artista misterioso, elas circulam em grandes museus com preços de obras autênticas, instigando reflexões sobre o tema. Curiosamente, dividem espaço com duas páginas genuínas de 1520, que registram a entrada da Rainha Claude em Paris.

Talhas de Mestre Valentim

8 – Mestre Valentim: Em 1957, Ema adquiriu um importante conjunto de talhas de Mestre Valentim, recuperadas da demolição da Igreja de São Pedro dos Clérigos, no Rio de Janeiro. As peças foram, inclusive, adaptadas a diversos ambientes da casa, conferindo, portanto, um toque histórico e singular à decoração.

9 – Livros raros: A biblioteca, ambiente predileto de Ema, reúne sua coleção de livros raros, que inclui desde manuscritos e incunábulos até edições ilustradas do séc. XVIII, bem como um conjunto significativo de relatos de viajantes estrangeiros sobre o Brasil (Brasiliana). Além disso, a biblioteca contou com a orientação inicial do bibliófilo José Mindlin. Logo na entrada, pequenas gravuras de Rembrandt e Albrecht Dürer (séc. XVI XVII) dão o tom do ambiente.

10 – Jardim: Em formato sinuoso e com um deslumbrante lago com carpas, o jardim de Ema Klabin foi, enfim, projetado por um dos mais importantes arquitetos paisagistas do século 20, Roberto Burle Marx.

11 – Orquídeas premiadas: Ema Klabin colecionava orquídeas e chegou a ter mais de 400 vasos em seu orquidário, com espécies trazidas de todo o mundo. Assim, registrava todas as florações em seus cadernos e chegou a ter vasos premiados em exposições. Hoje, inclusive, essas orquídeas ainda podem ser apreciadas.

Albert Einstein

12 – Hospital Albert Einstein: Ema Klabin dedicou-se a inúmeras atividades filantrópicas e assistenciais, dentre as quais se destaca a doação do terreno para a construção do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

13 – História da Arte: A coleção de Ema Klabin tem um caráter panorâmico e histórico, com muitas preciosidades. A peça mais antiga — uma taça chinesa em bronze do século XIV a.C. — convive com uma gravura de Renina Katz de 1987, compondo quase 3.400 anos de história e arte.

14 – MAM: Na década de 1970, sem ter herdeiros diretos e atenta ao destino de sua coleção, Ema Klabin consultou especialistas para identificar as instituições mais adequadas a resguardar seu legado artístico. Assim, ela optou por transformar sua residência em um museu aberto ao público, democratizando o acesso à arte.

15 – Unindo Rio e SP pela arte: A irmã de Ema Klabin (1907-1994), a empresária e mecenas Eva Klabin (1903-1991) também converteu sua residência no Rio de Janeiro em casa museu. Em ambas as casas, as colecionadoras viveram por mais de 30 anos e suas importantes coleções estão em exposição permanente, unindo as cenas artísticas de duas metrópoles.

Inspira gerações

16 – Uma mulher à frente de seu tempo: Ema Klabin atuou intensamente na vida cultural de São Paulo. Membro dos conselhos da Fundação Bienal de São Paulo, do MASP e do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Além disso, foi  colaboradora na criação do Museu Lasar Segall e da Fundação Magda Tagliaferro. Seu legado inspira gerações.

17 – Exposições temporárias: A casa museu apresenta exposições temporárias que decorrem da Coleção Ema Klabin e oferecem diálogo e reflexão atentos às discussões contemporâneas da sociedade. Paralelamente, sua diversificada programação cultural também inclui ações educativas, palestras, cursos, oficinas, espetáculos e projetos de arte contemporânea.

18 – A um click da arte: No site da casa museu, é possível baixar gratuitamente uma série de publicações produzidas ao longo desses 18 anos. Alguns exemplos são: A Coleção Ema Klabin (organizado pelo curador Paulo de Freitas Costa, 2017) e O Caderno de Receitas de Ema Klabin (com seleções de Janka Babenco, 2017). Além de catálogos de exposições e todas as edições dos Cadernos da Casa Museu Ema Klabin, periódicos anuais em formato de livro digital com textos de pesquisadores convidados que expressam a diversidade da programação.

Serviço:

Visita ao museu:

livre: quarta a domingo, das 11h às 17h, com permanência até às 18h

mediada: quarta a sexta, às 11h, 14h, 15h e 16h. sáb, domingo e feriado, às 14h

R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia) para estudantes, idosos, PCD e jovens de baixa renda. Gratuidade para crianças de até 7 anos, professores e estudantes da rede pública

Visita ao jardim: quarta a domingo, das 11h às 17h, entrada franca

Rua Portugal, 43 – Jardim Europa – São Paulo, SP

Fotos: Nelson Kon

Acesse as redes sociais

Instagram: @emaklabin

Facebook: https://www.facebook.com/fundacaoemaklabin

Linkedin: https://www.linkedin.com/company/emaklabin/?originalSubdomain=br

YouTube: https://www.youtube.com/c/CasaMuseuEmaKlabin

Site: https://emaklabin.org.br

Vídeo institucional: https://www.youtube.com/watch?v=ssdKzor32fQ

Vídeo de realidade virtual: https://www.youtube.com/watch?v=kwXmssppqUU

Cristina Aguilera
Cristina Aguilerahttp://www.namidia.com.br
Cristina Aguilera é jornalista com sólida formação e experiência na área de comunicação. Possui pós-graduação em Mídias na Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e já atuou como repórter em diversos meios, incluindo TV, rádio, portais e revistas. Além de assinar colunas especializadas em Turismo e Moda, é coautora do livro "A educação contada pela imprensa", organizado em parceria com Cesar Callegari. Apaixonada por moda, turismo, gastronomia, educação, literatura, design e cultura.
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