Comércio de equipamentos agrícolas.
Comércio de equipamentos agrícolas se adapta às necessidades do produtor
Sistema de locações de máquinas oferece vantagens e se populariza
Uma das grandes transformações recentes no mercado agrícola é a “aquisição” de equipamentos sob demanda, popularmente conhecida como aluguel.
A mudança impulsiona a criação de um novo mercado de locações de máquinas, que representa vantagens como otimização, administração de recursos e competitividade, adaptando-se às necessidades modernas dos produtores.
A prática ganhou espaço em parte das receitas da indústria. Avaliado em US$ 46,72 bilhões, o mercado global de aluguel de equipamentos agrícolas deve crescer em uma média anual superior a 7% até 2029, segundo relatório da Mordor Intelligence.
crescimento no Brasil
A indicação é de que a locação de máquinas, com ou sem operador, tende a ganhar ainda mais espaço nos próximos anos também no Brasil. O país tem o agronegócio representando mais de 20% do PIB.
Os setores do agronegócio nos quais a estratégia está mais disseminada são os de florestas e cana-de-açúcar. Milho e soja também têm ganhado espaço como apostas das locadoras de equipamentos. Além disso, o café e o setor citrícola iniciaram os testes.
Locações economizam recursos
Produtores agrícolas têm avaliado os aluguéis de equipamentos da área como uma oportunidade de reduzir custos. Sendo assim, as fazendas conseguem poupar verbas para emergências, adaptações para o momento econômico e competitividade nos preços.
O presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Pedro Estêvão Bastos, analisa que produtores do agronegócio entraram na tendência de redução de custos.
“O empresário começa a prestar atenção se é mais vantajoso alugar ou comprar. Ele busca reduzir custos fixos, transformando-os em variáveis”, diz Bastos, em entrevista ao portal Panorama MT.
Dentro da tendência, o mercado de locações surge como uma das principais alternativas financeiras, como, por exemplo, no crescimento do aluguel de compactador de solo no mercado.
Empresas adotam aluguel de equipamentos agrícolas
A locação foi percebida como vantajosa por empresas. A SLC Agrícola, por exemplo, adotou a prática como parte relevante da estratégia de negócios.
A empresa brasileira produtora de commodities passou a ser cliente da RZK Rental, que atua com locação de máquinas e equipamentos no meio. A companhia de locações estruturou sua operação a partir de um projeto-piloto lançado em 2021, como concessionária da John Deere.
O desempenho positivo levou à expansão da frota de equipamentos disponíveis para aluguel, consolidando a operação. Em janeiro de 2023, o grupo oficializou a criação da RZK Rental, com um aporte de R$ 500 milhões.
A empresa soma 23 clientes ativos e, em 2024, projetou faturar, aproximadamente, R$ 300 milhões com o serviço.
Preservação ambiental e otimização em foco
O aluguel de equipamentos não se restringe aos benefícios econômicos. A prática também traz impactos positivos do ponto de vista ambiental e agronômico.
“Alugar máquinas é só o começo do cultivo moderno”, afirma Eduardo Martinatti, diretor comercial da RZK Rental, em entrevista ao Destaque Rural.
Ao reutilizar máquinas, em vez de optar por descarte ou substituição, o produtor adota o conceito de “economia circular”. Isso contribui para uma operação mais eficiente e otimizada, com melhor aproveitamento de recursos e redução de desperdícios.
Com o serviço de locação de máquinas, é possível incluir estratégias como mapas operacionais, suporte a gestão de dados e suporte agronômico. Além disso, ferramentas de monitoramento são oferecidas com a opção de geração de dados, disponibilizada pelas empresas locatárias.

