quarta-feira, julho 1, 2026
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O uso excessivo de redes sociais

O uso excessivo de redes sociais.

Por que o uso excessivo de redes sociais está afetando a nossa capacidade de lidar com as emoções?

Entender bem nossas emoções é uma habilidade importante que tem sido deixada de lado com a avalanche de informações que temos atualmente, afirma a auditora e pesquisadora do CPAH, Flávia Ceccato, autora do livro “Descobrindo a Inteligência Existencial: Ferramentas, Insights e Implicações”
O uso massivo de redes sociais teve um aumento exponencial nos últimos anos e está remodelando o modo como interpretamos e regulamos nossas emoções.

A exposição contínua a estímulos intensos, como comparações sociais, notícias negativas e recompensas instantâneas, afeta diretamente nossa capacidade de lidar com frustrações e inquietações cotidianas.

O Brasil é o 2º país que mais gasta tempo exposto a uma tela no mundo, passando mais da metade das horas em que estão acordados usando um computador ou celular (cerca de 56,6%), ficando atrás apenas da África do Sul, de acordo com um levantamento da Electronics Hub, de 2023.

O uso excessivo de redes sociais

O uso excessivo de redes sociaisMuita informação para um cérebro só
A pesquisadora do CPAH – Centro de Pesquisas e Análises Heráclito, Flávia Ceccato, autora de “Descobrindo a Inteligência Existencial”, explica que o cérebro humano não foi projetado para processar tanta informação emocional simultânea.

“Cada vez mais nós estamos constantemente reagindo ao que vemos nas redes sociais em conteúdos cada vez mais rápidos e sem tempo para elaborar e de forma cada vez mais frequente e intensa”.

“Isso reduz bastante a capacidade de sentir, interpretar e organizar nossas próprias emoções, que tem vários efeitos negativos no nosso dia a dia”, afirma.

Os efeitos da hiperconexão

De acordo com Flávia Ceccato, a hiperconexão faz com que muitos busquem validação externa e, com isso, se afastem do autoconhecimento. A consequência é um aumento de ansiedade, irritabilidade, impulsividade e até confusão emocional.

“A inteligência existencial nos ajuda muito a resgatar esse senso de propósito e presença, mas estamos perdendo essa habilidade quando vivemos apenas no imediato e isso é bastante perigoso”, afirma Flávia.

O alerta reacende discussões importantes sobre saúde mental na era digital, e sobre a urgência de se reconectar consigo mesmo.

Flávia Ceccato Rodrigues da Cunha é uma profissional de perfil acadêmico diversificado. Auditora no Tribunal de Contas da União (TCU), com vasta experiência em supervisão financeira pública.
Formada em Física pela Universidade Cruzeiro do Sul (2024). Complementou sua formação com uma Pós-graduação Lato Sensu em Ensino de Astronomia (2023). Ainda, uma Especialização em Intervenção ABA para Autismo e Deficiência Intelectual pelo Centro Universitário Celso Lisboa (2025).
A saber, sua trajetória acadêmica também inclui um Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Além, de um Mestrado em Regulação e Gestão de Negócios pela Universidade de Brasília (UnB).

Como escritora, Flávia destaca-se pela aplicação da Lei de Benford em auditorias de obras públicas, sendo autora de artigos e do livro Seleção de Amostra de Auditoria de Obras Públicas pela Lei de Benford, que oferece uma abordagem prática e didática para fiscalizadores e pesquisadores.

Seu trabalho analisou casos como a reforma do Aeroporto Internacional de Minas Gerais e as construções das Arenas da Amazônia e do Maracanã. Isto é, focando na identificação de sobrepreços. Além disso, prepara o lançamento de Existential Intelligence. Tools, Insights and Implications para maio de 2025. Dessa forma, expandindo seus interesses para além da auditoria, explorando a inteligência existencial e suas aplicações.

Flávia também atuou como analista de finanças e controle na Controladoria-Geral da União e como analista tributária na Receita Federal do Brasil.
Membro de sociedades de alto QI e filosóficas, como Mensa Brasil, Intertel, International Society for Philosophical Enquiry (ISPE). VeNus High IQ Society e Infinity International Society. Ainda, é uma palestrante frequente em eventos internacionais, unindo expertise em regulação, cognição e pesquisa interdisciplinar.
Atualmente, é pesquisadora no CPAH – Centro de Pesquisa e Análises Heráclito e diagnosticada com superdotação profunda.
Uiara Zagolin
Uiara Zagolin
Jornalista e Editora do portal NA MIDIA; Correspondente Internacional; Diretora de Relações Internacionais da FEBRACOS Federação Brasileira de Colunistas Sociais; Vice-Presidente da APACOS Associação Paulista de Colunistas Sociais; Delegada Regional da Associação Internacional de Imprensa; membro da Worldwide Association of Female Professionals; Imortal na Academia de Artes de São Paulo e Academia Mundial de Letras. Com formação no Canadá, EUA e UK
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