O novo poder feminino nos negócios globais
Em pouco mais de um século, a presença das mulheres na vida pública passou de exceção a força estruturante da economia contemporânea. No início do século XX, em grande parte do mundo, elas ainda lutavam pelo direito ao voto. Hoje, participam de conselhos de administração, lideram empresas globais e influenciam decisões estratégicas que moldam mercados e sociedades.
Esse movimento reflete uma transformação silenciosa, mas profunda, nas dinâmicas de poder e liderança.
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, surge como um marco simbólico desse processo. Mais do que uma data comemorativa, ele evidencia uma mudança estrutural que vem redesenhando o espaço das mulheres nos ambientes de decisão.
Estudos internacionais reforçam essa tendência. De acordo com o relatório Diversity Wins: How Inclusion Matters, da McKinsey & Company, empresas com maior diversidade de gênero em cargos executivos têm 25% mais probabilidade de apresentar rentabilidade acima da média de seus setores.
No Brasil, o crescimento do empreendedorismo feminino também reflete essa transformação. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas indicam que o país já reúne mais de 10 milhões de mulheres à frente de negócios, representando aproximadamente um terço do total de empreendedores.
Esse cenário tem ampliado o debate sobre formação de lideranças e sobre os caminhos para que mais mulheres ocupem posições estratégicas nas empresas.
Segundo Rijarda Aristóteles, CEO do Clube Mulheres de Negócios em Língua Portuguesa, compreender as dinâmicas de poder e influência é um passo essencial para ampliar a presença feminina nos espaços de decisão.
“Ter poder não é um dom. É uma estratégia”, afirma.
Para ela, muitas mulheres altamente capacitadas ainda encontram dificuldades para ocupar posições de liderança porque não tiveram um preparo para compreender os mecanismos que estruturam o exercício do poder.
“O mundo não é governado necessariamente pelas melhores pessoas, mas por quem sabe convencer e agir como se fosse. Quando a mulher compreende essa lógica, passa a utilizá-la com inteligência e consciência”, explica.
Mais do que uma mudança estatística, o avanço da liderança feminina revela uma transformação cultural em curso. À medida que novas gerações de mulheres ocupam posições de influência, o próprio conceito de liderança tende a se ampliar, incorporando novas perspectivas e estilos de gestão.
O novo poder feminino nos negócios globais, portanto, não se define apenas pela presença das mulheres nas mesas de decisão, mas pela capacidade de influenciar os rumos da economia contemporânea.

Sobre Rijarda Aristóteles
Com mais de 30 anos de carreira dedicados ao estudo da mente e das relações humanas femininas, Rijarda Aristóteles é formada em InterCoaching pela Febracis. Ainda, possui certificação da Florida Christian University, e atua como mentora certificada pela American Coaching and Mentoring Association.
É autora da metodologia “Coaching Feminino – Caminho das Estrelas”, acumulando mais de 2 mil horas de atendimentos e cursos realizados no Brasil e em Portugal.
Também é fundadora e presidente do Clube Mulheres de Negócios em Língua Portuguesa. Ou seja, uma instituição que conecta empresárias de diferentes países de língua portuguesa. Igualmente, promove o fortalecimento da presença feminina nos negócios e na liderança global.

