O impacto da vida em comunidade no bem-estar.
Convivência social: o impacto da vida em comunidade no bem-estar
Viver em comunidade faz parte da experiência humana
Na condição humana, viver em comunidade é algo extremamente comum. Em todas as realidades, situações e momentos da história, essa forma de viver é comum. Não existe nenhuma civilização ou grupo que não tenha essa convivência, independente do local, da era ou nacionalidade.
Mentalmente falando, esse senso de comunidade é de extrema importância. Diversos estudos de diversos cientistas mostram que a solidão aumenta riscos de problemas como ansiedade, fobia social e depressão. Integração com outras pessoas, independente do contexto, contornam isso. Quando isso é ativado, fortalece a sensação de pertencimento, melhora o humor e amplia a rede de apoio.
Viver em comunidade traz uma série de benefícios. Entre eles, senso de propósito e formação de identidade, redução da ansiedade, do estresse e da solidão, apoio emocional, além do incentivo a hábitos mais sustentáveis e saudáveis.
O impacto da vida em comunidade no bem-estar
(Créditos: FG Trade / iStock)
A troca de convivências, experiências e essa interação com pessoas diferentes ajuda a criar um ambiente que, mesmo em conjunto, cada ser humano é visto como valorizado. Pessoas que costumam a, desde cedo, serem incluídas nesses grupos se tornam pessoas que apresentam uma resiliência cultural e um repertório cultural ainda mais desenvolvido.
O apoio comunitário traz outras questões à tona. Inclusive, tem vários pesquisadores que abordam esses mercados que agregam em apoio emocional, além disso, também a uma forma de lidar melhor com perdas, mudanças e momentos de estresse.
Além da parte mental, é algo que ajuda também na saúde física. Quando a pessoa desenvolve esta integração de comunidade, o bem-estar é destacado. Pessoas que se conectam dessa maneira, apresentam menor risco de desenvolver doenças crônicas. Isso ajuda também a conviver com competências e constantes transformações.
Esses laços e essa convivência ajudam também a fortalecer a empatia, comunicação e cooperação. E pensando nesse senso de comunidade, existem alternativas que podem ressignificar esse conceito.
O conceito de coliving no Rio de Janeiro, por exemplo, é uma demonstração de como esse senso de comunidade se manifesta. Esse modelo de moradia é uma maneira de integrar e juntar pessoas com interesses comuns, promove atividades coletivas e cria um espaço mútuo, muitas vezes com pessoas que possam criar um espaço mútuo.
Com as redes sociais, trazer essas formas de convivência auxiliam também na criação de laços reais que vão além da internet, e, por fora de tudo isso, essa ideia pode funcionar como rede de segurança.
Além do espaço físico, que já é uma comunidade de certa forma, mas uma forma de partilhar com experiências, valores e trazer uma rotina mais significativa, que pode transformar a pessoa na totalidade. Não é dividir uma casa ou um apartamento, mas partilhar valores, momentos e experiências. Diversas cidades, como Rio de Janeiro, tem transformado isso em uma solução prática.
A independência não caminha tão separada. Mesmo quando se fala de comunidade, existe um receio de algumas pessoas de perder senso de independência. Existem algumas iniciativas que a pessoa que busca esse senso precisa trabalhar.
É possível encontrar dois paralelos que sejam capazes de equilibrar vida em grupo e autonomia. Mesmo nesses modelos de habitação, preservam-se espaços individuais e incentivam a convivência e criação de vínculos, tudo ao mesmo tempo.
Tudo é questão de equilíbrio, mesmo que seja clichê falar isso. Esse estilo de vida é uma forma de fortalecer desenvolvimento pessoal e confiança, principalmente entre os treinadores, e também uma maneira de trazer valorização de diferenças e da diversidade. Esse equilíbrio favorece o desenvolvimento pessoal e fortalece a confiança entre os moradores, podendo criar vínculos e laços que se estendem para toda a vida.
Em um mundo cada vez mais marcado e conectado, pensar em senso de convivência social e comunidade ajuda a administrar um universo que é cada vez mais marcado pela pressa e pelo individualismo. É interessante entender como a máquina gira.
Relações sólidas melhoram a saúde mental, fortalecem a resiliência, além de ser uma forma de trazer e aumentar a qualidade de vida.

