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As mulheres também apostam no Brasil: esses dados vão te surpreender

Não tem muito segredo: nas rodas de amizade, é bem provável que o assunto dos palpites do fim de semana ainda pareça dominar a boca dos homens. Ou será que isso não é uma regra tão forte assim? Bom, na verdade, quando a gente olha para os dados mais recentes sobre apostas no Brasil, cai por terra a ideia de que “BET é coisa de homem”. 

Em algumas pesquisas, as mulheres já aparecem como maioria entre os apostadores. Em outras, ainda são minoria, mas com participação crescente e relevante. E isso vale tanto para apostas esportivas quanto para outros formatos de jogo — do bilhete simples ao famoso slot de 5 centavos que a galera roda no celular “só pra brincar”.

O ponto é: as mulheres não estão só “acompanhando” esse mercado. Em muitos recortes, elas estão puxando a fila. E isso muda tudo: produto, comunicação, discussão sobre jogo responsável, educação financeira e até como o Estado regula o setor.

O quanto as mulheres realmente apostam? Dados mais recentes

Quando colocamos as diferentes pesquisas lado a lado, o cenário fica claro: as mulheres apostam muito mais do que a percepção comum sugere, mas a forma como isso aparece varia conforme o estudo. A pesquisa “Mulheres nas Apostas” (AMIG + KTO) indica que 51% do público apostador é feminino, com perfil predominante entre 18 e 39 anos, ensino superior, classe média e forte uso do celular. A maioria aposta por entretenimento, busca mais informação antes de jogar e costuma definir limites de gasto, reforçando um comportamento mais cauteloso.

Já o DataSenado, que analisa apenas quem apostou nos últimos 30 dias, mostra outro recorte: 62% dos apostadores recentes são homens e 38% são mulheres. Esse grupo de “apostadores ativos” é mais jovem e ganha até dois salários mínimos.

As duas pesquisas não se anulam: apenas falam de públicos diferentes. A primeira mostra o tamanho total da base feminina no ecossistema de apostas online; o DataSenado mostra quem está apostando com frequência alta, um comportamento historicamente mais masculino. Assim, a leitura mais equilibrada é: as mulheres já representam metade do mercado em termos de presença, mas ainda não dominam o grupo de apostadores intensos.

Uma discussão mais profunda: o que outras pesquisas revelam sobre mulheres nas apostas

Quando ampliamos a análise para além das duas pesquisas principais, outros estudos ajudam a formar um quadro mais completo e mais interessante sobre a presença feminina no universo das apostas. A ENV Media, por exemplo, encontrou que mulheres brasileiras que jogam online têm um perfil bastante consistente: maioria entre 18 e 39 anos, alto nível de escolaridade e participação semanal próxima de 40%. Nesse recorte digital, elas já representam mais de metade das jogadoras de dinheiro real, reforçando a ideia de que o ambiente online é onde a participação feminina mais cresce.

Por que as mulheres estão apostando — e até onde esse movimento pode crescer?

O aumento da participação feminina nas apostas não é coincidência: ele nasce da combinação de maior presença digital, normalização das bets no cotidiano e autonomia financeira crescente. Com tudo acontecendo no celular, onde 85% das mulheres apostam, a entrada se torna mais natural, discreta e prática, sem a barreira social que antes afastava muitas delas. 

As motivações também são diferentes das masculinas. Enquanto homens aparecem mais ligados ao impulso, adrenalina e apostas de alta frequência, estudos mostram que as mulheres têm uma relação mais moderada, movida por entretenimento, socialização e curiosidade. Isso cria uma forma distinta de participar do mercado: menos impulsiva, mas não menos relevante, e explica por que elas aparecem com taxas maiores de busca por informação e uso de limites de gasto.

Olhando para frente, tudo indica que esse movimento deve crescer ainda mais. À medida que as mulheres se tornam parcela relevante e até majoritária do ecossistema digital de apostas, a própria indústria será pressionada a ajustar linguagem, campanhas, recursos de segurança e design de produto. Ou seja: o avanço feminino não apenas aumenta o tamanho do mercado, mas tem potencial para transformá-lo.

Andrezza Barros
Andrezza Barroshttps://www.namidia.com.br
Jornalista, entrevistadora e assessora de imprensa brasileira. É CEO do site andrezzabarros.com, onde realiza entrevistas com os mais diversos públicos, desde empresários, cantores, atores, médicos, políticos, entre outros indivíduos que queiram contar um pouco da sua história ao público. Além desses, Andrezza também comanda o site deadlinews.com.br e é sócia do site materialivre.com.
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