Celebrando a produção audiovisual chinesa e nacional, foram entregues na noite de quarta, 27, o prêmio Arara Azul aos representantes dos filmes que integraram a IV Mostra de Cinema ChinaBrasil. O cinema Cinesystem Belas Artes Botafogo recebeu autoridades, diretores, produtores e público para festejar a quarta edição do evento que, desde 2019, promove o intercâmbio cultural entre os dois países. A curadoria foi do produtor e documentarista Hélio Pitanga e a idealização de Arthur Chen, empresário chinês que atua para a difusão do cinema.
“A Mostra de Cinema China-Brasil nasceu com o propósito de estimular a difusão das cinematografias dos dois países, consolidando o cinema como ferramenta de aproximação cultural. Seja por meio da exibição em mostras e festivais, seja por licenciamentos e coproduções, buscamos criar pontes que permitam que o público brasileiro conheça de perto a riqueza, a diversidade e a modernidade da produção cinematográfica chinesa, ao mesmo tempo em que abrimos espaço para que o cinema brasileiro dialogue diretamente com plateias e parceiros na China. Ao promover esse intercâmbio cultural audiovisual, acreditamos na importância de uma força-tarefa permanente, envolvendo artistas, produtores, distribuidores, instituições e o público. Construir esse caminho conjunto é fortalecer o entendimento mútuo, estimular novas parcerias e abrir horizontes para que o cinema continue sendo não apenas uma forma de arte, mas também uma ponte viva entre Brasil e China”, disse Arthur Chen, idealizador da Mostra, em seu discurso.
O cônsul interino do Consulado Geral da República Popular da China no Rio de Janeiro, Wang Haitao, comemorou a iniciativa: “O renomado diretor de cinema brasileiro Nelson Pereira dos Santos afirmou que ‘o cinema é a arte mais comunicativa e ligada ao povo’. Espero que, por meio dos filmes da mostra, o público possa aprofundar ainda mais seu conhecimento e compreensão sobre os cinemas da China e do Brasil.”
Representantes das 12 produções chinesas e brasileiras estiveram presentes para receber o prêmio Arara Azul e celebrar a quarta edição da mostra. Entre os brasileiros, estiveram os diretores Jom Tob Azulay, de “Elis & Tom: Só Tinha de Ser Com Você”; Antonio Carlos da Fontoura, de “Somos Tão Jovens”; Rosane Svartman e ” e a produtora Clelia Bessa, de “Pluft – O Fantasminha; Theresa Jessouroun, de “Direito de Sonhar” e o produtor de “Porto Príncipe”, Ph Souza.
Diversão e Educação
Além da programação gratuita de filmes com 12 longas-metragens – seis de cada país – o evento promoveu um encontro inédito entre realizadores chineses e brasileiros. Durante toda a tarde de quarta, 26, o “Seminário de Intercâmbio de Criadores” reuniu profissionais e estudantes para assistir oito curtas-metragens e debater sobre o cinema realizado nos dois países. Participam do encontro os roteiristas chineses Chen Xioda e Cheng Bo, vice-presidente e reitor executivo, respectivamente, da Escola de Cinema de Vancouver em Xangai; Carolina Maia, fundadora do coletivo NaTora; o roteirista e diretor Diogo Brandão; a produtora e assistente de câmera Mariana Lucena; e o cineasta Lobo Mauro.
Os curtas exibidos foram os nacionais “Mais triste do que a chuva num recreio de colégio”, “Pipa” e “Realize seu sonho agora” e os chineses “Atenção a frente rumo a Via Láctea”, “Eu quero voar”, “Linha de Fronteira”, “Miragem” e “Jogo da Glória”. O seminário foi organizado pela Academia de Cinema de Xangai Vancouver, Cultural Bridge Communications e a Associação de Câmbio Cultural Estrangeiro de Xangai.
Os longas-metragens integrantes da mostra foram: os brasileiros “Somos Tão Jovens”, de Antonio Carlos da Fontoura; “Porto Príncipe”, de Maria Emília de Azevedo; “Pluft, O Fantasminha”, de Rosane Svartman; “Direito de Sonhar”, de Theresa Jessouroun; “Elis & Tom: Só Tinha de Ser Com Você”, de Roberto de Oliveira e Jom Tob Azulay; “Chico, Artista Brasileiro”, de Miguel Faria Jr.; e os chineses “A História Dela”, de Shao Yihui; “Mumu”, de Shāmò; “Impacto”, de Jiang Jiachen; “Compositor”, de Sirzati Yahefu; “Detetive Chinatown: O Mistério de 1900”, de Chen Sicheng e Dai Mo; e “Tudo, Ou Nada Mesmo” e de Zhang Jiajun.
Mai informações:
IV Mostra ChinaBrasil
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