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Do semáforo ao faturamento milionário

Do semáforo ao faturamento milionário.

As lições práticas de vendas por trás de um negócio que atingiu R$ 1 milhão por mês

Empreender raramente é um movimento confortável. No meu caso, o ponto de partida foi simples e direto.

R$ 230 no bolso, um pacote de paçocas e a decisão de não depender mais da ajuda financeira da família nem esperar que a oportunidade ideal aparecesse. Diante da necessidade, surgem duas opções claras: reclamar ou vender. Escolhi vender.

A experiência de vender no semáforo não foi improviso nem desespero. Foi uma decisão racional. O ambiente oferecia um alto fluxo de pessoas, contato direto com objeções reais e feedback imediato. Em poucos dias ficou clara uma regra básica de qualquer operação comercial: quem não é visto não é lembrado. O movimento gera visibilidade, e a visibilidade gera oportunidade.

Esse aprendizado inicial trouxe uma percepção central sobre o comportamento do consumidor. As pessoas não compram apenas produtos. Compram contexto, intenção e confiança. Ao vender uma paçoca, o valor estava menos no produto e mais na história apresentada. Quando o cliente entende o propósito da oferta, o preço deixa de ser o principal fator de decisão. A clareza de propósito é um dos fundamentos de uma venda sustentável.

Do semáforo ao faturamento milionário

Outro pilar fundamental é a disposição para fazer o que a maioria evita. A rotina incluía sol, chuva e uma sequência constante de rejeições. Cada “não” funcionava como dado bruto. Os ajustes na abordagem, no tom de voz, na narrativa e na apresentação surgiam a partir dessa leitura contínua do comportamento do público. A venda eficiente nasce da observação sistemática e da adaptação rápida.

Foi esse estado de ação constante que gerou a primeira oportunidade formal. Ainda durante o período do semáforo, surgiu o convite para trabalhar como vendedor em uma loja de eletrônicos. A oportunidade não chegou por currículo nem por uma recomendação tradicional, mas pela exposição prática de atitude e resiliência. Em vendas, estar em movimento aumenta de forma significativa a probabilidade de que novas portas se abram.

No varejo, o balcão funcionou como uma formação avançada. A atuação não se limitava ao papel de vendedor. A lógica aplicada era a de dono do negócio. Horários estendidos, atenção ao pós-venda, análise de giro de produtos e observação detalhada das objeções dos clientes passaram a fazer parte da rotina. Com o tempo ficou claro que dominar as vendas exige uma compreensão integrada da operação, da logística, do atendimento e das finanças.

A transição para o negócio próprio foi consequência direta desse acúmulo de aprendizado. A operação começou de forma enxuta, com o empreendedor assumindo múltiplas funções, desde a compra até o atendimento ao cliente, da entrega ao controle financeiro. O crescimento veio acompanhado de jornadas longas e decisões tomadas sem garantias. Os meses de faturamento elevado que hoje chamam a atenção não mostram o processo de construção por trás dos números.

As competências desenvolvidas no início continuaram sendo o diferencial competitivo. Presença constante, atendimento humano, construção de confiança e foco em relacionamentos de longo prazo. O lucro passou a ser entendido como um meio, não como um fim. Sustenta o crescimento, mas não define por si só o propósito do negócio.

Atualmente, a operação no setor de eletrônicos se consolidou como referência em Curitiba e, em períodos de maior desempenho, atinge um faturamento mensal próximo a R$ 1 milhão. Ainda assim, a estratégia segue ancorada na mesma lógica do início: crescer de forma estruturada, expandir mercado e, ao mesmo tempo, preservar a mentalidade de execução, a proximidade com o cliente e a leitura constante do mercado.

A principal lição desta trajetória é objetiva. Não é necessário esperar o cenário ideal para começar. A clareza estratégica surge com a prática. Os valores não são negociáveis; a ética e a consistência continuam sendo ativos comerciais. E, acima de tudo, os negócios prosperam quando há movimento contínuo. O que muitos chamam de sorte, na prática, costuma ser o resultado de ação repetida, ajuste constante e vendas bem feitas.

Joacles Costa
Joacles Costahttps://namidia.com.br
Joacles Costa é Dr. h.c. em Jornalismo, Pós-Graduado em Jornalismo Digital, Gestão Pública, Educação Ambiental. Professor de Língua Portuguesa, Espanhola e Escritor.
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