Cidades históricas em alta.
5 cidades históricas do Nordeste para conhecer e explorar além das praias
Arquitetura colonial, memória e diversidade cultural colocam o Nordeste no centro do turismo nacional, com rotas que integram litoral e interior
O Nordeste mantém uma liderança sólida no turismo nacional há mais de uma década, e isso não se deve apenas às praias. A região concentra alguns dos conjuntos históricos mais preservados do país, em que arquitetura colonial, cultura popular e paisagens naturais formam rotas cada vez mais procuradas.
Dados da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) mostram que o litoral nordestino respondeu por quase 45% do faturamento das operadoras em 2024, muito à frente das demais regiões. Desde 2011, o Nordeste ocupa o topo da preferência nacional, posição explicada pelo que a presidente executiva da Braztoa, Marina Figueiredo, descreve como a combinação entre “natureza exuberante, calor humano e riqueza cultural”.
Cidades históricas em alta
Cidades históricas são protagonistas como destinos que unem patrimônio, gastronomia e experiências culturais. Com fortes, igrejas, sobrados, museus e ruínas, ajudam a compreender ciclos econômicos e disputas que moldaram o país.
(Créditos: stocklapse / iStock)
Algumas cidades mais famosas para conhecer são:
Salvador (BA)
Primeira capital do Brasil, Salvador permanece como uma das cidades mais simbólicas quando o tema é patrimônio histórico.
O Pelourinho, tombado pelo Iphan, concentra igrejas barrocas, casarões coloridos e museus que narram as presenças africana, indígena e portuguesa na formação da cidade. Além do centro histórico, o Forte de Santo Antônio da Barra e o Convento do Carmo são pontos essenciais para quem busca entender a dimensão política e religiosa da Bahia colonial.
Olinda (PE)
Fundada no século XVI, Olinda é reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Suas ladeiras revelam igrejas imponentes, como a Sé e o Convento de São Francisco, além de ateliês de artistas e mirantes voltados para o mar.
Segundo levantamento publicado pelo Costa do Sauípe, Olinda está entre as cidades históricas do Nordeste mais procuradas por viajantes que desejam combinar arte e arquitetura colonial.
São Luís (MA)
Com mais de três mil casarões tombados, o centro de São Luís reúne exemplares únicos de azulejaria portuguesa. As construções dos séculos XVIII e XIX ajudam a entender o ciclo econômico do algodão e os efeitos do comércio atlântico.
Museus como o Casa das Tulhas e o do Reggae ampliam a leitura da cidade, que mistura influências ibéricas, africanas e caribenhas.
São Cristóvão (SE)
Quarta cidade mais antiga do Brasil, São Cristóvão possui a Praça São Francisco, tombada pela Unesco. O conjunto arquitetônico destaca palácios, igrejas e museus, que se mantêm organizados em um traçado urbano típico das cidades coloniais ibéricas.
É um destino procurado por pesquisadores e viajantes interessados no legado jesuítico e franciscano.
Porto Seguro (BA)
Embora seja mais conhecida pelas praias, Porto Seguro guarda marcos da chegada dos portugueses. O Centro Histórico, no alto da cidade, conserva igrejas, o Marco do Descobrimento e mirantes com vista para o litoral. A rota histórica dialoga com a narrativa apresentada no portal LocarX, que reforça a importância de observar o passado para compreender as camadas culturais do presente.
Algumas rotas combinam litoral e interior, exigindo deslocamentos mais longos e independentes. Uma alternativa vantajosa para quem pretende explorar mais de um destino na cidade é contar com o aluguel de carro em Porto Seguro, para facilitar o acesso a diversas regiões vizinhas e percorrer trechos coloniais, parques naturais e centros culturais, fortalecendo um turismo que valoriza tanto patrimônio quanto paisagem.
Cidades históricas em alta
A busca por experiências conectadas à memória e ao território segue em alta no turismo brasileiro. O interesse por destinos culturais acompanha uma tendência global de valorização de centros históricos e modos de vida tradicionais.
No Nordeste, essa procura se destaca porque arquitetura, música, religião, gastronomia e paisagem convivem de forma integrada. Cada cidade oferece uma leitura distinta de um país diverso, e viajar por essas rotas é, ao mesmo tempo, conhecer o passado e compreender dinâmicas sociais que ainda influenciam o presente.

