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Arquitetura minimalista une elementos de vanguarda e bem-estar

Jargão “menos é mais” surgiu no final dos anos 1940 e, desde então, passou a traduzir também o estilo entre os arquitetos
 

O conceito de minimalismo na Arquitetura – hoje focado na simplicidade, funcionalidade e na redução de elementos ao essencial – teve seus primeiros projetos seguindo a tendência das artes visuais. O auge, entre os anos 1950 e 1960, em Nova York, apareceu na contramão do expressionismo abstrato. Mas, pouco antes, no final dos anos 1940, o arquiteto Ludwig Mies van der Rohe havia usado a expressão que se tornou clássica “menos é mais” e, desde então passou a ser sinônimo do conceito minimalista.

“As pessoas acreditam que o minimalismo é uma coisa vazia, no sentido negativo, que faltam coisas… Não, não faltam. A filosofia é que é importante: pensar em poucas coisas e que isso vai dar conta do recado, seja para uma construção, trabalhando com poucos elementos, ou para  interiores e a arte também. É uma filosofia”, considera a arquiteta Dorys Daher, conceituada arquiteta do Rio de Janeiro, há anos no comando do Escritório DG Arquitetura (www.dgarquitetura.com.br).

O conceito também se inspirou na Bauhaus, escola de Arquitetura e Design que propunha a construção de casas simples e eficientes para os trabalhadores. Outra influência importante agregada foi o design tradicional japonês, que preza pela essência dos elementos e elimina o supérfluo. Todos esses quesitos levaram a Arquitetura minimalista à vanguarda no setor.

O estilo também se tornou quase  uma filosofia de vida. “Uma pessoa minimalista é aquela que tem o mínimo de coisas possível. E ela vive bem, se veste bem, mora bem, enfim, não é uma pessoa acumuladora. Esse pensamento, que muitas vezes se torna filosofia visa isso. Ter poucos lugares para sentar nos projetos de interiores, por exemplo: é sobre não serem realmente necessários, já que há muitas pessoas que não têm o hábito de receber”, pondera a arquiteta Dorys.
 
 


Assim, o minimalismo aparece igualmente no mobiliário e na decoração como um todo. “Você tem ali o necessário: se mora sozinho, uma poltrona para ler, outra para ver TV; mas tudo muito bem pensado para evitar atravancar os espaços, com muitos móveis e objetos, como se fosse um mostruário. Há casos em que as pessoas tropeçam nos móveis, o lugar está muito cheio de peças”, acrescenta a profissional.

Focada na funcionalidade, a Arquitetura minimalista prioriza espaços amplos, luz natural, formas geométricas e cores neutras. A ideia é criar ambientes mais claros, tranquilos e com propósito, abandonando o excesso de ornamentos, valorizando apenas o essencial.

Divulgação
Traços limpos, espaços amplos, luz natural: elementos típicos da Arquitetura minimalista
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