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Residência médica

Residência médica.

Residência médica: formação técnica e empatia na prática

A importância de aprender a lidar com o paciente de forma integral, considerando suas necessidades emocionais e sociais

Fase essencial na formação dos médicos, a residência médica vai muito além de apenas aprendizado de técnicas clínicas e cirúrgicas enquanto etapa prática dos profissionais da saúde. Afinal, é durante a residência médica que os recém-formados terão acesso ao desenvolvimento de habilidades técnicas, mas, principalmente, práticas.

E no que diz respeito a habilidades práticas, isso significa saber lidar com cada paciente de maneira empática e humanizada – enxergando o paciente para além de seus sintomas e problemas de saúde, mas, sim, como um ser humano completo que tem suas próprias histórias e seus contextos diversos.

Sensibilidade emocional na residência

Residência médica
(Créditos: Yuri_Arcurs / iStock)

Os médicos em formação, durante o período de residência, enfrentam uma série de desafios. Isso já começa na aplicação concreta de tudo o que aprenderam conceitualmente na formação acadêmica no dia a dia, enxergando de fato como é a prática de ser médico. É na convivência com os pacientes que os residentes aprendem a importância de ser um médico empático para compreender as angústias, os medos e as expectativas dos pacientes. Aliás, durante um atendimento médico, o paciente pode reagir de várias maneiras diferentes, sobretudo em casos mais complexos.

Por isso, a escuta ativa e o respeito ao paciente são colocados em prática. É na residência que os médicos aprendem que as pessoas não são apenas sintomas ou doenças a serem curadas, mas, sim, seres humanos completos, com suas histórias, emoções e necessidades.

Nesse sentido, a comunicação é uma das competências cruciais para os médicos desenvolverem: é por meio dela que o médico saberá a melhor forma de dar uma má notícia ou acalmar pacientes e acompanhantes em situações diversas.

Humanização e reflexão crítica

Além de desenvolver a comunicação e a empatia, os residentes também conseguem ter uma visão mais crítica a respeito da prática médica. Qual é o papel do médico? Como trabalhar em parceria com as outras especialidades da saúde, como enfermeiros, fisioterapeutas e biomédicos? Como as suas emoções enquanto médico influenciam na relação com os pacientes?

Esses questionamentos desenvolvem um amadurecimento profissional e a absoluta certeza de que a prática médica envolve uma responsabilidade ética e emocional. Além disso, é na residência médica que o médico em formação tem uma visão ampla da saúde, humanizando tanto os seus pacientes quanto toda a prática profissional.

 

(Créditos: Yuri_Arcurs / iStock)

Uiara Zagolin
Uiara Zagolin
Jornalista e Editora do portal NA MIDIA; Correspondente Internacional; Diretora de Relações Internacionais da FEBRACOS Federação Brasileira de Colunistas Sociais; Vice-Presidente da APACOS Associação Paulista de Colunistas Sociais; Delegada Regional da Associação Internacional de Imprensa; membro da Worldwide Association of Female Professionals; Imortal na Academia de Artes de São Paulo e Academia Mundial de Letras. Com formação no Canadá, EUA e UK
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