“COVID_19: complicações graves para dependentes de maconha”, alerta Paulo Campos Dias

“Fumar maconha, mesmo ocasionalmente, pode aumentar o risco de complicações mais graves do novo coronavírus.

De acordo com o doutor Mitchell Glass, pneumologista da Associação Americana do Pulmão, a COVID – 19 é uma doença pulmonar.

Como a maconha prejudica os pulmões, se houver o contágio pelo novo coronavírus, as consequências serão graves.

A maconha pode causar no dependente, uma forma de enfisema, com grandes cistos cobrindo os pulmões.

Maconha restringe a função dos alvéolos e, em consequência, dificulta a entrada de oxigênio na corrente sanguínea.

Segundo o doutor Alberto Rizzo, da Associação Americana do Pulmão, quem fuma maconha tem inflamação nas vias aéreas que se assemelha à bronquite.

Além disso, o usuário de maconha está com as vias aéreas mais sensíveis.

Outro risco: dificuldade para o diagnóstico da COVID-19 porque o uso da maconha causa tosse seca, também sintoma da COVID-19.”

SOBRE MACONHA, ESCREVE PAULO CAMPOS DIAS:

“Fumar maconha regularmente, de dois a três baseados, por dia,é ter danos idênticos de quem fuma,diariamente, 20 cigarros convencionais.

Além disso, quem fuma maconha, está mais exposto a riscos por infecções, por vírus, fungos e bactérias, dos que aqueles que não fumam”

Fumar maconha pode aumentar o risco ao coronavírus

PESQUISAS SOBRE MACONHA REVELAM OS RISCOS DO USO

“No campo de tratamento de pessoas que são portadores da Síndrome da Dependência Química, há uma máxima que diz o seguinte: 

-não existe uso seguro de nenhuma substância psicoativa. 

Substância psicoativa é qualquer droga que, quando ingeridas, interferem diretamente no sistema nervoso central.

Exemplos: álcool, tabaco, derivados da cannabis, cocaína, crack, anfetaminas etc…

O que nos traz a escrever este artigo, são os derivados da cannabis, em especial a maconha.

Há no imaginário popular, a ideia de que maconha é droga inofensiva e que não causa danos e que pode ser usada sem riscos para a saúde do consumidor.

MAS estudos publicados em diversos centros de pesquisas em universidades, mostram que não é bem assim.

Há na planta mais de 500 substâncias, sendo que apenas DUAS têm propriedades medicinais e que podem ser utilizadas:

-o canabidiol que é o CBD, e o delta nove tetrahidrocanabinol, o THC.

Mas são substâncias que precisam ser isoladas da planta e sintetizadas em laboratórios para que possam atender às necessidades médicas.

Será que uma pessoa iria consumir um produto com mais de 500 substâncias, muitas delas nocivas, para usufruir dos benefícios de apenas duas delas, correndo riscos desnecessários?

Existem remédios para controle da pressão arterial, produzidos a partir do veneno de cobras.

Será que alguém iria ingerir o veneno in natura para usufruir dos benefícios da medicação?

E o que dizer dos anestésicos, sintetizados a partir do ópio? Seria prudente, por parte dos médicos, receitar o ópio para os doentes, ou aplicar o anestésico isolado da planta e sintetizado?

Provavelmente não.

Mas estes exemplos nos levam a refletir sobre o discurso de que o uso da maconha in natura traz mais benefícios que prejuízos.

Quando observamos estudos sobre uso da maconha e o sistema imunitário, por exemplo, existem revelações perigosas como as de pesquisas na Universidade de Carolina do Sul que alertam:

– o uso da maconha pode anestesiar o sistema imunológico e pode aliviar doenças inflamatórias, mas aumenta o risco de infecções.

Essa descoberta mostra que quem fuma maconha, está mais exposto a riscos por infecções, por vírus, fungos e bactérias, dos que aqueles que não fumam.

Já o uso de maconha e o sistema respiratório, médicos britânicos do Hospital Real de Glasgow, afirmam que fumar maconha regularmente de DOIS a TRÊS baseados dia, os danos são idênticos de quem fuma 20 cigarros convencionais.

O fumante de maconha tende a desenvolver uma forma de enfisema, com grandes cistos cobrindo os pulmões. Restringindo os alvéolos e, em consequência, dificultando a entrada de oxigênio na corrente sanguínea.

Tosse

Portanto fumar maconha, mesmo ocasionalmente, pode aumentar o risco de complicações mais graves do novo coronavírus.

Uma vez que as vias aéreas sofrem algum grau de inflamação, que se assemelha à bronquite, segundo o doutor Alberto Rizzo, da Associação Americana do Pulmão. 

De acordo com Dr Mitchell Glass, pneumologista da Associação Americana do Pulmão, a COVID 19 é uma doença pulmonar.

Portanto, o usuário de maconha, por estar com as vias aéreas mais sensíveis em função do uso, também está mais suscetível a ter tosse seca, o que imita também o sintoma da COVID 19 e que pode dificultar o diagnóstico da COVID-19.

Assim, não confunda os profissionais de saúde, que irão atendê-lo na tentativa de descobrir se a tosse seca e a mudança de comportamento se devem ao fato de fumar maconha ou ter a COVID 19.”

Fumar maconha pode aumentar o risco ao coronavírus

Fotos: Divulgação / Arquivo Pessoal

Fonte: Izilda Alves

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