Nosso entrevistado é especialista em desenvolvimento de parcerias estratégicas e plataformas de ação coletiva na área de desenvolvimento socioeconômico sustentável e conservação ambiental junto ao setor privado, assim como, universidades, organismos internacionais e organizações da sociedade civil.

Ainda, trabalhou no desenvolvimento e estruturação do Grupo Mais Unidos www.maisunidos.org e da Plataforma de Parceiros pela Amazônia www.ppa.org.br que já beneficiaram e transformaram positivamente a vida de milhares de brasileiros.

Também, foi professor da Lewis University (EUA) e diretor da Faculdade de Negócios responsável por implementar a estratégia de internacionalização da universidade. Igualmente, nos últimos 14 anos tem servido à Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID) na Embaixada dos EUA em Brasília na área de engajamento e parcerias com setor privado contribuindo para o fortalecimento das relações Brasil-EUA.

Do mesmo modo, é bacharel em Administração pelo Bethany College (EUA) e possui mestrado em Negócios Internacionais pela Lewis University.

Como desenvolver a Amazônia e manter sua biodiversidade?
Alexandre Alves
Alex, fale um pouco das parcerias do setor privado com o poder público, e a importância dessas interlocuções.

Uma das importantes lições, dentre muitas, que a pandemia nos ensinou é que precisamos estar juntos, nos unirmos mais do que nunca para identificarmos e implementarmos as soluções a fim de termos um mundo mais equilibrado e mais próspero. Daí a necessidade de desenvolver parceria entre o setor privado e o poder público.

Nenhum dos setores, incluindo a sociedade civil e academia, tem condições de sozinho enfrentar e resolver nossos complexos problemas. Temos que pensar em modelos que promovam a ação coletiva de forma coordenada, organizada, ágil e transparente que nos conduzam a investir e transformar positivamente pessoas e negócios, como vem fazendo o Grupo Mais Unidos www.maisunidos.org por exemplo.

Não chega ser uma ironia a pandemia nos forçar ao distanciamento social para que talvez possamos entender e ser tocados, por meio do sofrimento, o quão é importante estarmos juntos? Será que aprenderemos a lição?

Amazônia, é um tema que você tem tratado com projetos e interações, o que você pode nos falar sobre essa realidade.

A saber, existem hoje aproximadamente 30 milhões de brasileiras e brasileiros que vivem na região amazônica. Destes, como sabemos, a grande maioria infelizmente é pobre. A realidade é que por pelo menos três décadas muito tem sido feito por meio de dezenas, talvez centenas de projetos a um custo de milhões, talvez bilhões de reais.

E as perguntas que se deve fazer são: Quais os avanços alcançados? Estamos satisfeitos com a realidade que se apresenta hoje? Acho que é possível que estivéssemos ainda numa situação pior se todos esses projetos não tivessem sido implementados MAS é muito claro que seus impactos são muito limitados.

Há que se fazer muito mais e questiono se o caminho a seguir tem que continuar a ser esse. Será que não conseguimos fazer diferente? Pensar fora da caixa? É o que tentei fazer quando comecei a estruturar com parceiros a Plataforma de Parceiros pela Amazônia, a PPA.

Como desenvolver a Amazônia e manter sua biodiversidade?

Quais os desafios nacionais e internacionais deste tema?

Os desafios nacionais são o de diminuir a imensa e impactante desigualdade social que existe na região por meio da promoção do desenvolvimento socioeconômico sustentável ao mesmo tempo que se trabalha para conservar a floresta e sua biodiversidade. Os desafios internacionais é o de conseguir mobilizar e trazer atores de fora para contribuir na solução dos dois desafios acima. Acho que também tem um importante trabalho que deve ser feito de conscientização internacional sobre o potencial que a Amazônia tem para contribuir com o mundo, falo da bioeconomia.

O que é a PPA?

A PPA é uma Plataforma que promove a ação coletiva liderada pelo setor privado que almeja identificar soluções criativas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia e a conservação da sua biodiversidade. Foi inaugurada em dezembro de 2017 com 12 empresas fundadoras e hoje já conta com 50 membros. Possui uma Secretaria Executiva com uma competente equipe liderada pelo Secretário Executivo, Augusto Corrêa.

Para saber mais recomendo acessar o site: www.ppa.org.br

Você esteve presencialmente em algumas áreas, como são tratados os temas de empreendedorismo na Amazônia?

Para muitos empresários, professores residentes da região, o empreendedorismo e inovação é não só um dos caminhos, mas O caminho para a melhoria da qualidade de vida da população local. São centenas de negócios – startups – amazônicas já identificados e mapeados. Sabemos que uma das principais necessidades é o acesso ao crédito; sabemos também que não necessitam de milhões de reais mas bem menos para que seus negócios se tornem lucrativos e por fim sabemos que é um processo e que portanto são necessários alguns anos para que o ecosistema cresça e se fortaleça.

Nesse sentido, a PPA criou seu primeiro programa de aceleração em 2018 e acelerou 30 startups nos dois anos seguintes. Em 2021, o programa se tornou a AMAZ Aceleradora de Impacto da ONG IDESAM (https://amaz.org.br/). E em segundo, desenvolveu neste ano uma nova tese de aceleração que em breve estará disponível para todos – fiquem atentos!

Como desenvolver a Amazônia e manter sua biodiversidade?

Na literatura do terceiro setor, que livros você indica para quem quer conhecer mais sobre o tema.

Super indico o livro História da Amazônia de Márcio de Souza, acabei de ler o Como Evitar Desastres Climáticos do Bill Gates, gostei bastante pela forma pragmática e um que espero já esteja disponível em português é o Moving to Higher Ground to Prof. John Englader que nos alerta: não é uma questão se teremos aumento nos níveis dos oceanos mas que já há sinais que estão acontecendo. Como iremos nos adaptar? Qual serão os impactos nas vidas de bilhões de pessoas?

7- Projetos futuros, você pode abrir sobre isso?.

Projetos futuros, seria continuar a disseminar a importância sobre agirmos de forma coletiva. Isto é, unidos por meio de parcerias que sejam ganha-ganha e entreguem resultados de impacto positivo para população. Como fazer isso de forma mais ágil, eficiente e impactante? Qual seria o melhor lugar para unir as pessoas, empresários, líderes locais e mundiais, empreendedoras e empreendedores, mentes brilhantes para identificar e implementar as soluções que tanto precisamos? Quais seriam as soluções e como seriam implementadas? Acho que esse seria um bom projeto.

 

 

Fotos: Divulgação / Internet
Fonte: Divulgação
Edição: Redação Na Mídia
Então, não deixe de lerBicentenário do nascimento de Anita Garibaldi
Do mesmo modo, veja ainda nosso ebook: Um corpo bonito é essencial
Conhece a loja do Na Mídia? Clique aqui

 

Com mais de 20 anos de experiência em negociações, comunicação e gerenciamento de equipes vinculadas a grandes projetos. Foi agraciada em 2014 com o Prêmio Excelência Mulher Fiesp/Ciep, época que produzia e apresentava a TVSA, uma televisão vanguardista na internet, com pautas voltadas às empresas e instituições que transformavam a vida das pessoas. https://www.youtube.com/watch?v=oThYANwoDyg Produziu discos em parceria com a gravadora de Roberto Menescal, trabalhou na executiva das duas tours de 2016 e 2018 do Andrea Bocelli no Brasil além de fazer a locução oficial nos estádios da turnê. Ainda atuou como diretora executiva de vídeo-clip ao lado do renomado Cineasta Edu Felistoque. Em Março de 2020 lançou o EP Insensatez em todas as plataformas digitais. Diretora da Indie Bossa Produções, Gerente de Negócios do Blue Note no Brasil e Apresentadora do Programa Mi Convida, e Regional Manager da Band Internacional, é uma mulher que tem voz ativa, trabalha com foco e está sempre em busca de novos caminhos e acredita que comunicar bem, é uma chance grandiosa de aproximar pessoas, marcas e os diversos segmentos da arte, cultura e economia.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui