Bruno Gomes é o queridinho da América Latina

Dr. Bruno Gomes, figura emblemática do cenário acadêmico brasileiro, partilhou suas reflexões sobre duas décadas de trajetória profissional

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O Ano de 2023 Consagra Bruno Gomes Como o Queridinho Da América Latina
O Ano de 2023 Consagra Bruno Gomes Como o Queridinho Da América Latina

Bruno Gomes é o queridinho da América Latina.

Em uma entrevista exclusiva ao renomado jornalista Joacles Costa, o Dr. Bruno Gomes, figura emblemática do cenário acadêmico brasileiro, partilhou suas reflexões sobre duas décadas de trajetória profissional

Reconhecido como um dos casos mais notáveis de sucesso no meio acadêmico do país, Gomes é reverenciado por sua influência como pesquisador, escritor e educador universitário. Não só detentor do título de membro mais jovem na história da Academia de Letras da América Latina, mas também galardoado com 10 prêmios acadêmicos somente no ano de 2023, abarcando tanto conquistas competitivas como honrarias em reconhecimento aos seus 20 anos dedicados incansavelmente à causa educacional.

Com uma aura de excelência que permeia sua carreira, Dr. Bruno Gomes compartilhou sua visão para o futuro durante a entrevista. Sua dedicação incansável à educação e suas realizações, incluindo a significativa distinção na Academia de Letras, delineiam um legado que transcende fronteiras, impactando não apenas a academia, mas também inspirando gerações futuras. Através de suas conquistas notáveis e contribuições inestimáveis para o campo da educação, Gomes emerge como um farol de inspiração para os que trilham os caminhos do saber e da inovação no Brasil e além.

Bruno Gomes é o queridinho da América Latina

Bruno Gomes é o queridinho da América Latina
O Ano de 2023 Consagra Bruno Gomes Como o Queridinho Da América Latina
JC: Você tem 35 anos. Já imaginava que seria referência na sua área, nessa idade, quando começou a estudar?

BG: Nunca pensei nisso. Eu vim do interior do Pará de uma família humilde. Quando comecei a estudar, queria ser professor nas escolas da minha cidade e ficaria muito feliz com isso. Mas acontece que Deus fez outros planos e aqui estou. Não sei se sou referência para alguma coisa também. Como dizia Rita Lee: “não sou boa influência, mas sou gente fina” (risos).

JC: O ano de 2023 foi o mais apoteótico da sua carreira. Como você o avalia?

BG: Foi um ano intenso, de muito trabalho. Foi uma ano em que me envolvi em vários projetos diferentes ao mesmo tempo, o que me deixou muito feliz. Gosto disso, de ter a possibilidade de fazer muita coisa. Gosto da minha vida sempre em movimento.

JC: Em agosto, você completou 20 anos de carreira e recebeu uma chuva de homenagens. Como você se sente?

BG: Feliz e com a sensação de que fiz minha parte direitinho. Juro por Deus que todas as homenagens e demonstrações de respeito pelo meu trabalho não eram esperadas. Como disse, nunca trabalhei pensando em reconhecimento, mas sim pensando em fazer uma coisa legal, divertida. Nem sei de mereço tudo isso, mas muito obrigado.

JC: Vamos entrou para a Academia de Letras da América Latina, ganhou Honoris Causa… tudo isso com 35 anos. Sabe o que isso representa?

BG: De verdade, não sei. Lógico que, com a formação que tenho, consigo mensurar a grandiosidade disso na vida de qualquer um, sobretudo com 35 anos, fazendo pesquisa em Língua Portuguesa. Mas o meu dia a dia, a minha rotina de trabalho, a minha rotina diária com meus gatos não me permitem entrar em devaneio com isso. Entende? Não sou paranóico, não me desperta soberba. Pelo menos, acho que não. Eu sei exatamente das minhas limitações. Ninguém me conhece melhor que eu mesmo. Então, não tenho ideia do que represento para o outro. E que bom que não tenho ideia, porque acho que isso me permite não me cobrar as coisas.

JC: Você é professor universitário, pesquisador e escritor, sendo muito bem sucedido em todos esses ramos. Tem alguma função dessas que você prefere executar?

BG: Adoro ser pesquisador, acho que hoje é o que consigo fazer melhor. Acho que sou um professor e um escritor legal, mas acho que sou um pesquisador um pouco melhor (risos).

JC: Você sempre disse que não estava dentro dos “padrões acadêmicos”. Com 20 anos de carreira e com mais de 50 prêmios, você continua falando isso?

BG: Tenho plena certeza disso, hoje mais do que nunca. Não faço a menor questão de ser o doutor excêntrico e cheio de manias. E também acho ridículo querer conquistar o respeito dos outros usando o título acadêmico. Acho isso um tanto quanto pobre. Gosto de ser respeitado pelo que sou, pelo que fiz e pelo que farei. Então, não sou uma figura que dá medo quando se vê (risos).

JC: Quais são seus planos profissionais para 2024?

BG: Vou me dedicar à pesquisa e vou lançar um livro de literatura infantil na Argentina, chamado “Los sueños de Adam”, totalmente em espanhol, que será lançado também em todos os países da América Hispânica. Estou bem animado, porque é tudo diferente do que estou acostumado a fazer.

JC: O que podemos esperar do seu novo livro “Los sueños de Adam”?

BG: Um livro lindo, sensível e pensado em todos os detalhes. Eu palpitei em tudo, a capa as ilustrações… O pessoal lá da Argentina foram incríveis comigo e sempre deixaram claro que queriam que ficasse do jeito que pensei. Eles me deram total liberdade. Tenho um carinho todo especial por este livro, até porque a ideia de escrevê-lo nasceu das minhas conversas com a minha prima Lívia e das brincadeiras com o seu filho, Adam, que realmente nasceu na França.

JC: Você tem vida social? (risos)

BG: Lógico que tenho (risos). A minha vida é normal e super desinteressante. Acordo, cuido dos meus gatos, assisto novelas, veja a Xuxa na Tv ou na internet, ouço música e ainda faço brigadeiro de panela, que adoro. Então, é tudo super normal. Mas se tenho uma coisa que sou é focado e disciplinado. Minha rotina de trabalho é bem militar e organizada. Disso não abro mão (risos).

Com um olhar contemplativo para o futuro, Dr. Bruno Gomes encerrou a entrevista expressando sua gratidão pela oportunidade de partilhar sua jornada. “Estou imensamente grato por cada reconhecimento e por poder contribuir para a evolução do conhecimento. O futuro nos reserva desafios fascinantes, e meu compromisso persistirá em capacitar mentes e impulsionar descobertas. Que a educação continue a ser o alicerce de transformações significativas em nossa sociedade”, concluiu, deixando um legado inspirador que ecoa além das páginas dos livros e das paredes das instituições acadêmicas.

 

 

 

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