O Carnaval e as religiões africanas no Brasil.É inegável que o carnaval desse ano é pautado por enredos das liberdades.

E nada como acompanhar de perto os preparativos dessa grande festa.

E como o assunto é sobre liberdade religiosa, sacerdotes fizeram um tour na Cidade do Samba, na Gamboa, para conhecer o que gira em torno de uma escola de samba.

Convidados pelo Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos, deram uma circulada no barracão da Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio.

A quadra da badalada Grande Rio, fica no município de Duque de Caxias.

Os carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad, trazem para o carnaval de 2020, um samba-enredo com uma narrativa religiosa sobre um dos maiores sacerdotes das religiões de matrizes africana no Brasil, Joãozinho da Gomeia.

O Carnaval e as religiões africanas no Brasil

O Carnaval e as religiões africanas no Brasil

Nascido em Inhambupe, na Bahia, o prelado foi um homem a frente de seu tempo e lutou arduamente por suas escolhas pessoais afetivas e religiosas, aportando na cidade de Duque de Caixas (RJ), onde conquistou respeito, fama e prestígio.

O Babalawô foi acompanhado de um grupo de religiosos, composto pela Reverenda Inamar Corrêa de Souza (Anglicana), Júlio Oliveira (Comunidade Batista de São Gonçalo), Rodrigo Coelho (Reverendo da Igreja Presbiteriana da Praia de Botafogo), Pastor Marco Davi (Nossa Igreja Brasileira), Tânia Jandira (CCIR), Pastora Lusmarina Garcia (Teóloga luterana).

Que visitaram o barracão da Grande Rio, e já com conhecimento do idioma do carnaval, viram de perto os carros alegórico.

Assim como, explicação do enredo e croquis das alegorias e fantasias, apresentados por Patrick Thomaz e Antônio Gonzada, da equipe de criação.

Claro, ficaram bem animados ao ver de perto e com detalhes cada passo da maior festa popular do país.      

“Diante dos cenário sociais, políticos, econômicos e religiosos do estado brasileiro, os enredos das Escolas de Samba vem a cada ano fortalecendo os seus tons de denuncias contra os processos de opressão contra as comunidades e seguimentos marginalizados da nossa sociedade ou tirando do silenciamento histórico e social personagens que lutaram, de diversas formas, por liberdades, equidade, tolerância e respeito”, atestou Ivanir dos Santos.

O Carnaval e as religiões africanas no Brasil

Que garantiu desfilar na escola, no domingo, 23 de fevereiro, na Sapucaí.

Em tempos em que a intolerância religiosa e o desrespeito crescem, tirar da invisibilidade e contar a história do sacerdote Joãozinho da Gomeia é acima de tudo, recontar e fortalecer históricas de resistências.

O refrão do samba sintetiza tudo – “Eu respeito seu amém, Você respeita meu axé”

 

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