Rionegro e Solimões fazem shows nos Estados Unidos. A terra do Tio Sam receberá dois grandes shows dos sertanejos com direito aos grandes hits de carreira e também músicas do mais novo EP “Rionegro & Solimões 2019”, lançado recentemente.

Dia 25 de maio, os sertanejos serão uma das principais atrações do Miami Fest que acontecerá em Miami, na Flórida. No dia seguinte, também no Miami Fest, eles se apresentam em Brocton, Massachusetts. “Pra gente sempre é uma honra fazer shows internacionais. Além de levar a alegria pros brasileiros imigrantes, conseguimos também mostrar nossas músicas para os americanos nativos e plantar a sementinha”.

No repertório, além dos grandes clássicos “Peão Apaixonado”, “Frio da Madrugada”, “A gente Se Entrega”, entre outros, os sertanejos cantarão também as músicas do novo EP Rionegro & Solimões 2019. “Lançamos apenas no cenário digital quatro faixas que compilam esse projeto. “Beleza Então”, “Mas Eu Sei Que Você Sabe”, “Agora É Tarde Pra Chorar” e “Coração Bloqueado” são as mais novas canções e tenho certeza de que todos vão gostar”, finaliza Solimões.

Rionegro e Solimões fazem shows nos Estados Unidos

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Sobre Rio Negro e Solimões:

História
Os dois cantores começaram com apresentações em Franca, interior de São Paulo, nos dias 1, 2 e 3 de abril de 1989. Amigos de infância, deixaram seus respectivos empregos em uma fábrica de sapatos onde trabalhavam juntos para se transformarem numa referência para a música sertaneja atual.

Nascidos na mesma cidade do interior mineiro, suas famílias se mudaram para São Paulo, atraídas pela prosperidade da indústria de calçados e pela construção civil da cidade de Franca. Os dois se conheceram quando trabalhavam numa fábrica de calçados, em 1978, e começaram a cantar para os colegas e a se apresentar em festas nas casas de amigos e de parentes. Em 1982, resolveram tentar a carreira profissional, começando a participar de festivais sertanejos. Em sete anos, a dupla participou de cerca de 53 festivais em todo o país e tirou o primeiro lugar em 49 deles. Mesmo participando de muitos festivais, continuaram a trabalhar na fábrica de sapatos e recebiam abono para as constantes faltas, apresentando-se em festas promovidas pelos patrões. Em 1986, resolveram abandonar a fábrica de sapatos e viver apenas da música. Com a abertura do mercado sertanejo em fins dos anos 1980, começaram a se apresentar na noite, cantando um repertório que incluía as principais canções sertanejas, principalmente de duplas como Tião Carreiro & Pardinho e Tonico & Tinoco. Ainda em 1986, gravaram um tape independente e passaram a levá-lo de gravadora em gravadora até 1989, quando assinaram contrato com a RGE e gravaram o primeiro disco, que, entretanto, não obteve muita repercussão, saindo logo de catálogo. Em 1991, gravaram pela Continental o segundo disco, que também não obteve sucesso. Continuaram a persistir e, em 1994, lançaram pelo selo Brasil Rural o terceiro disco, ficando a venda e distribuição por conta da própria dupla, que conseguiu vender cerca de 20 mil cópias, despertando o interesse da gravadora Velas, que regravou o disco e vendeu cerca de mais 15 mil cópias. Em 1996, lançaram o quarto disco, ainda pela Velas. Em 1997, ainda pela gravadora Velas, lançaram seu quinto disco, com destaque para a composição “Peão Apaixonado”, gravada na mesma época pela cantora Jayne e mais tarde regravada por Daniel. Este disco vendeu cerca de 80 mil cópias e começou a solidificar a carreira da dupla. Em 1998, lançaram o sexto disco, agora pela gravadora PolyGram, obtendo uma vendagem de cerca de 500 mil cópias. Destacam-se neste disco as composições “Falta Você”, de Rionegro, “A Gente Se Entrega”, de Pinóchio, “Tô Doidão”, de Rionegro e Solimões, “Saudade Pulou no Peito”, de Rionegro e Domiciano, “De São Paulo a Belém”, de Pinóchio e Nilma, que logo se tornou um hit, além da regravação do clássico “Cuitelinho”, de domínio público, adaptado por Paulo Vanzolini e Antônio Xandó. Com a consolidação da carreira, aumentou o número de shows, assim como o público presente em suas apresentações. Fizeram shows em Brasília para mais de 80 mil pessoas, Divinópolis, em Minas Gerais, para mais de 70 mil, e em Americana, São Paulo, para cerca de 50 mil pessoas, batendo o recorde de público do show Amigos, tradicionalmente o recordista de público na região.

A dupla se inspira em outras como Tonico & Tinoco e Milionário & José Rico, além de astros internacionais como Alan Jackson e Shania Twain. Suas músicas são principalmente românticas e “arrasta-country”, com uso de sanfona, viola e percussão, misturando elementos das modas de viola e do country. O nome artístico da dupla foi dado pelo ex-carteiro e compositor Domiciano, retomando uma tradição praticamente interrompida desde que Chitãozinho & Xororó adotaram esses nomes, que é de cantores sertanejos adotarem nomes que fazem referência à natureza, e eles fizeram referindo-se a dois grandes rios afluentes do Amazonas, o rio Negro e o rio Solimões.

O nome da dupla quer dizer que “brasileiros são fortes”, pois a inspiração direta veio do Rio Amazonas e seus dois afluentes principais, Rio Negro e Rio Solimões. As violas caipiras que os ídolos carregavam foram substituídas ao longo dos anos pelos violinos típicos do country norte-americano, enquanto os arranjos deixaram as toadas intimistas do seresteiros para se aproximar do pop,[2] com uma variedade grande de estilos desfilando pelas músicas de cada álbum.

Discos de ouro, platina e diamante acabaram se tornando comuns ao longo dos anos. Da mesma maneira, as aparições em programas como Programa do Ratinho, Domingão do Faustão, Programa Raul Gil e Hebe.[2] Rionegro e Solimões já alcançaram a impressionante média de 26 shows por mês, arrastando multidões de até 50 mil pessoas em turnês nacionais. Os maiores índices de público passam por cidades como Brasília, Londrina, Americana, Uberlândia, Franca e Barretos.

Entre os principais sucessos da dupla estão “Peão Apaixonado”, “De São Paulo a Belém”, “Frio da Madrugada”, “Bate o Pé”, “Na Sola da Bota”, “De Bem com a Vida”, “Vida de Cão”, entre diversas outras que caracterizam bem o “arrasta-country”, pelo qual os dois são conhecidos.

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