Papa reza sozinho pelo fim da pandemia e concede perdão coletivo aos católicos

Papa reza sozinho pelo fim da pandemia. E concede perdão coletivo aos católicos.Uma chuva de fim de tarde cobriu de cinza a Cidade Eterna.

E diante de um cenário inédito, o papa Francisco cruzou, sozinho, os degraus de São Pedro, em um momento sem precedentes na nossa história.

Cercado pelas imagens de Santos, mártires e papas da Igreja Católica, do átrio da gigantesca basílica vaticana, o Pontífice concedeu a bênção Urbi et Orbi e a indulgência plenária coletiva ao mundo, que luta contra a pandemia de coronavírus que o assola. Uma imagem poderosa.

A bênção solene Urbi et Orbi – expressão em latim que significa “para a cidade (de Roma) e para o mundo” – dada esta tarde pelo Santo Padre é excepcional.

O papa só concede esta bênção em três ocasiões: logo quando é eleito o sucessor de São Pedro, do balcão central da Basílica; e durante as festividades de Natal e na Páscoa.

Os católicos que a recebem, pessoalmente ou por meio das mídias, podem, sob certas condições, receber uma indulgência especial.

Ou seja, a remissão da punição pelos pecados cometidos.

Papa reza sozinho pelo fim da pandemia e concede perdão coletivo aos católicos

Papa reza sozinho pelo fim da pandemia

Os tempos de incerteza provocados pelo surto do novo coronavírus levou o Sumo Pontífice a convocar os fiéis de todo o mundo para o seguirem histórico de oração pela humanidade.

Uma vez que, devido às medidas para conter a propagação da Covid-19, os fiéis em quarentena estão impossibilitados de frequentarem as missas e receberem os sacramentos da confissão e da extrema unção.

Se trata de um evento extraordinário presidido pelo papa, em um momento específico, quando o mundo cai de joelhos pela pandemia. 

Na oração, o pontífice pediu para Deus “olhar a dolorosa situação” da humanidade, pediu aos fiéis que tenham  fé, paciência e união, e afirmou que é necessário priorizar as vidas.

Francisco lembrou os exemplos de pessoas que doaram as suas vidas e estão escrevendo hoje os momentos decisivos da nossa história.

São “médicos, enfermeiros, funcionários de supermercados, pessoal da limpeza, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes.

Bem como, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho”, citou.

Papa reza sozinho pelo fim da pandemia

Papa reza sozinho pelo fim da pandemia e concede perdão coletivo aos católicos

Ao lado do papa, nesse momento de profundo ineditismo histórico, que reforça ainda mais a gravidade da situação global, principalmente na Itália.

Italia, um dos países mais atingidos pelo surto do novo coronavírus, estavam o ícone de Maria Protetora do Povo Romano (Maria Salus Populi Romani).

Pintada pelo evangelista Lucas, ou seja, a milagrosa imagem de Cristo na Cruz, normalmente exposta na Igreja de San Marcello al Corso.

São objetos de profunda veneração do povo italiano, pois a elas são atribuídas o fim das pestes de 590 e 1522, que quase levaram um fim à Cidade Eterna.

Para tanto, ao longo dos séculos, vários papas recorreram a elas em momentos de crise.

Portanto, hoje, a imagem do líder da Igreja católica suplicando aos dois ícones, rezando sozinho diante da esplanada pelo fim da guerra contra um inimigo invisível.

É, certamente, uma daquelas para serem gravadas para sempre nos livros de história.

Leia mais em: https://namidia.com.br/como-papas-ajudaram-humanidade-superar-peste/

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