Heróis da Saúde com a enfermeira Andrea Da Silva. “Enfermagem não é apenas um trabalho para mim, enfermagem é um estilo de vida”.

Essa sempre foi a resposta de Andrea Da Silva a todas as pessoas que já lhe perguntaram: “Como você faz isso?”

Nascida em Lima, Peru, imigrou para os Estados Unidos aos dez anos de idade, proveniente de uma lar divorciado. 

“Sempre vi minha mãe se esforçar muito para poder me sustentar, trabalhando mais de 60 horas por semana para manter o teto coberto e comida na mesa.

Ela me ensinou a ser a mulher forte e independente que sou hoje. Crescendo, eu aspirava ser médica um dia, cirurgiã plástica.

Assim,pensei que, como médico, poderia ajudar as pessoas e mudar a vida das pessoas, até que sofri um grave acidente de carro aos 14 anos”.diz Andrea

Uma semana, dentro e fora de um coma, e uma cavidade ocular longa e extensa e reconstrução óssea da bochecha, ela era realmente cuidada por anjos, as enfermeiras.

Elas seguraram a mão de Andreia quando ela estava com medo, cuidaram, sentaram ao seu lado enquanto chorava, e ainda conseguiam faze-la sorrir.

Foi então que,  finalmente,  percebeu que a única maneira de realizar o que nasceu para fazer e o que sempre quis fazer era tornar-se uma enfermeira.

A jornada não foi fácil, houve muitas noites sem dormir, muitos fins de semana e feriados na biblioteca e trabalhando para pagar por sua própria educação,

“Posso dizer com orgulho que consegui com meu próprio trabalho .

Heróis da Saúde com a enfermeira Andrea Da Silva

Heróis da Saúde com a enfermeira Andrea Da Silva

No dia em que Andreia recebeu seu diploma e seu primeiro emprego no Hospital Montefiore (New Rochelle), soube que havia realizado todos os seus sonhos, e que tudo havia valido a pena.

“Ter a oportunidade de retribuir à minha própria comunidade (desde que eu cresci em New Rochelle) foi fascinante para mim.

Fiquei emocionada por poder impactar a vida de alguém da mesma forma que aquelas enfermeiras fizeram por mim no passado” completa.

Heróis da Saúde com a enfermeira Andrea Da Silva

Herois da Saúde com a enfermeira Andrea Da Silva

Enfermagem é mais do que um trabalho, ou um título, é quem você é no coração.

Você pode aprender como administrar medicamentos, ler um resultado de exames de laboratório, avaliar, implementar e informar aos médicos.

O que você não pode aprender é como se empático com um paciente, não pode ser ensinado a segurar a mão de alguém.

Deve realmente fazê-lo sentir que não está sozinho, não pode ser ensinado a fazer alguém sentir que você realmente se importa.

Que estão lá para eles, isso é verdadeira Enfermagem.

Heróis da Saúde com a enfermeira Andrea Da Silva

Herois da Saúde com a enfermeira Andrea Da Silva

Minha experiência como enfermeira tem sido incrível. Estando há mais de 12 horas no turno da noite, onde há códigos, pacientes e familiares irritados.

Porém como enfermeira, é preciso entender que eles estão com medo, pois não entendem o que esta acontecendo e é nosso trabalho e dever estar lá e ajuda-las a passar por esse medo.

Às vezes, Andreia não consegue dormir sabendo que deve voltar em algumas horas, porque não se lembra se disse à enfermeira do turno da manhã que o paciente gosta de água sem gelo.

Não é fácil ser uma enfermeira, mas ter esse sorriso, ou aquele agradecimento, ou ver um paciente conseguir relaxar, para que possam começar a se curar, faz tudo valer a pena.

Covid-19

Sendo uma enfermeira com 1 ano e meio de experiência, ela estava pronta para entrar no mundo, e então aconteceu a pandemia do COVID-19.

O mais assustador é que se trata de um vírus desconhecido, não sabíamos como tratá-lo realmente, e ate mesmo o estado nem sabia como realmente abordá-lo a princípio.

Andreia diz que estava pronta para enfrentar um novo desafio quando descobriu que sua unidade se tornaria a primeira unidade de quarentena COVID-19 em Westchester.

“Eu estava com medo no começo, tudo que eu conseguia pensar era na minha família, meus amigos, mas, ao mesmo tempo, não conseguia parar de pensar nos meus pacientes.

Toda essa experiência com o vírus tem sido longa, cansativa, dolorosa e muito assustadora” relata Andrea.

Em semanas, mais pessoas foram hospitalizadas, quando percebemos que esse vírus estava atacando todos, não apenas os doentes e idosos, mas s jovens e os adultos.

Recursos limitados, máscaras e EPI, não facilitaram muito o fato de usar a máscara N95, além de uma máscara cirúrgica, escudos para os olhos, com roupões de corpo inteiro por horas a fio.

Ansiedade

Entrando nas salas, mudando constantemente entre as visitas às salas, a ansiedade constante de correr entre os quartos para garantir que os níveis de oxigênio dos paciente.

Ou então eles colidirão,juntamente com todos os sons e alarmes da máquina ao mesmo tempo.

Verificar se você estava sempre pronto para intervir e reagir a qualquer emergência a qualquer momento nesses turnos de 12 ou 13 horas.

Música

Descobrir a música favorita de um paciente e tocá-la para aliviá-lo enquanto seu corpo está sendo atacado por esse vírus e eles estão naquela cama assustados.

Vírus

No final, o vírus vence, isso é apenas de partir o coração.Toda esta experiencia nao foi fácil, mas nos tornou enfermeiras mais fortes e melhores.

Nunca esperaria dizer que, no meu segundo ano de enfermeira, eu teria passado por uma pandemia, tornando-me uma enfermeira experiente na COVID-19.

É por isso que amo meu trabalho e amo o que faço, é por isso que sou enfermeira” termina Andrea orgulhosa e emocionada.

 

Heróis da Saúde com a enfermeira Andrea Da Silva

 

Fotos: Divulgação / Arquivo Pessoal

Fonte: Divulgação

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