Expectativa de vida do brasileiro já alcançou os 80 anos. Adultos ativos x idosos: saiba qual a situação da pirâmide etária no Brasil. Dessa forma,  a população brasileira segue envelhecendo e os desafios do desequilíbrio na pirâmide etária exigem mais atenção. 

Definitivamente, a época que o Brasil era um país jovem e de jovens já acabou. Atualmente, a sociedade brasileira caminha para a consolidação de uma população envelhecida. Com problemas sociais, econômicos e de saúde que preocupam e demandam melhor planejamento de vida a longo prazo.

Além disso, esse envelhecimento populacional também exige um planejamento financeiro do governo para lidar com o aumento no número de aposentadorias. Assim, no quesito economia, saber como escolher previdência privada é uma tarefa que ajuda a fortalecer as finanças na terceira idade, dando mais fôlego e merecido descanso após a aposentadoria.

Mesmo sendo segurado do INSS, esse tipo de aplicação deve ser considerada quando você quer se preparar para o futuro. Nos anos 80, a longevidade beirava os 62,5 anos, com classes sociais mais endinheiradas e com melhor assistência médica.

Hoje, a expectativa de vida já alcançou os 80 anos, considerando uma média de 76,1 nacional e socioeconômica. E esse é um dos motivos para termos, atualmente, uma população majoritariamente idosa, com projeções de ultrapassar a taxa de adultos ativos.

Como está a pirâmide etária da população brasileira?

Pirâmide Etária é uma expressão usada para identificar dados da população de uma determinada região, agrupando as pessoas por faixas de idade e dividindo-os por sexo.

De forma geral, conforme o país vai se desenvolvendo, sua população fica mais velha. Isso acontece no mundo todo, inclusive com o Brasil.

A base da pirâmide etária da população brasileira segue diminuindo, enquanto o topo vai aumentando. Na prática, isso indica a diminuição na taxa de natalidade e elevação da expectativa de vida das pessoas.

Expectativa de vida do brasileiro já alcançou os 80 anos

Expectativa de vida do brasileiro já alcançou os 80 anos

Até os anos 80, o Brasil era um país jovem e de jovens, com cidadãos adultos ativos bem maior que a parcela de idosos.

Entretanto, existe um processo natural de amadurecimento dos indivíduos e, atualmente, estamos caminhando para um patamar no qual em poucos anos teremos uma população idosa superior aos adultos ativos.

Em 2010, 7% da população se enquadravam na faixa etária de mais de 65 anos. De acordo com o World Population Prospects 2019, da Organização das Nações Unidas, até 2030 essa proporção vai dobrar e, ainda, triplicar  até 2060.

Por que o Brasil está envelhecendo?

O envelhecimento da população é, na verdade, um fenômeno mundial. Começou nos países desenvolvidos e europeus, expandindo para os menos desenvolvidos, como é o caso do Brasil.

Um dos motivos para esse cenário global é realmente o aumento da expectativa de vida, evidenciado pelos grandes avanços da medicina e impulsionado pelos melhores hábitos de vida da população.

A esse fator, também podemos somar o fator fecundidade, que teve uma grande explosão nos anos 60, mas segue atualmente em queda. E um aumento médio dos investimentos em saúde, que, apesar de ainda ser considerado baixo, quando comparado com os padrões internacionais, aumenta a cada ano.

Então, seguindo o ritmo de desenvolvimento do país, a população brasileira está passando agora por estágios que nações mais desenvolvidas já vivenciaram.

E o cenário atual conta com alguns agravantes no meio do caminho como o planejamento familiar (hoje em dia as famílias estão tendo menos filhos ou mesmo não tendo nenhum) e da inclusão da mulher no mercado de trabalho (fator que, muitas vezes, acaba adiando os planos de gravidez).

Segundo dados do IBGE, na década de 70, cada família tinha, em média, seis filhos. Atualmente, essa taxa está em 1,7, média insuficiente para repor a população no longo prazo.

Melhor ser país velho ou jovem?

Na verdade, o melhor mesmo é manter um equilíbrio na pirâmide populacional. Pois, ser muito jovem ou muito velho acarreta benefícios e prejuízos para um país.

Quando a taxa de natalidade é muito alta, por exemplo, a média de idade diminui e isso sobrecarrega economicamente a chamada População Economicamente Ativa (PEA). Situação que se agrava em casos em que os investimentos em saúde e educação são baixos.

Ao contrário, aumentando a qualidade e expectativa de vida, as pessoas vivem mais, reduzindo bruscamente a taxa de natalidade, o que deixa novamente a pirâmide em desequilíbrio.

Novamente ocorre uma sobrecarga sobre a PEA, pois os impostos pagos por essa parcela da população é o que vai manter a previdência e a aposentadoria dos idosos.

Dessa forma, o mais importante e desafiador é buscar o ponto de equilíbrio populacional, que deve se manter com melhores índices de adultos ativos, preferencialmente. Então, dessa forma, nem muito jovem, nem muito velha.

Desafios da longevidade

Uma maior expectativa de vida escancara a necessidade de melhorias dos cuidados com a população, para a Saúde Pública,

Assim, os grandes desafios são o tratamento de doenças crônicas, as campanhas relacionadas à melhoria do bem-estar e da qualidade de vida da terceira idade. E, portanto, será uma realidade que vai permanecer por muitos anos ainda.

Mas estamos vivendo por mais tempo, e isso é uma ótima notícia! Porém, é preciso vivenciar intensamente o presente sem se esquecer do futuro.

Viver por mais tempo exige melhor planejamento financeiro e previdenciário para manter boa qualidade de vida na terceira idade. Além de demandar mais cuidado com a saúde, ou seja, ter hábitos saudáveis de vida, praticar atividades físicas regularmente e ter um foco maior na alimentação.

Expectativa de vida do brasileiro já alcançou os 80 anos.

 

 

Fotos: Divulgação / Acervo Pessoal

Fonte: Divulgação

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