Aceitação e inclusão em “As Princesas Encaracoladas”.

A composição da etnia brasileira, se assim podemos afirmar, é resultado de uma confluência de várias origens étnicas. A miscigenação é de povos indígenas, negros africanos, portugueses e ondas imigratórias dos europeus, árabes e asiáticos.

Apenas atentando a diferença entre raça e etnia, sabemos que raça existe apenas uma, isto é, a raça humana. Porém etnias são várias pois dependem de marcas culturais como língua, religião, costumes, valores, ancestralidade, por exemplo. 

Dessa forma, encontramos o livro “As Princesas Encaracoladas”, escrita por uma educadora parental brasileira que vive nos EUA. Uma mãe, que teve seu coração dilacerado ao ver o sofrimento de sua pequenina filha de apenas 4 anos de vida, sofrendo bullying na escola por causa de seus cabelos encaracolados.

As crianças, principalmente as americanas e europeias são cercadas de referências que seguem um padrão de beleza que muitas vezes não condiz com a realidade da própria criança, Igualmente, muitas crianças com cabelo crespo crescem sem valorizarem a beleza de seus próprios cabelos. 

Aceitação e inclusão em “As Princesas Encaracoladas”

Aceitação e inclusão em "As Princesas Encaracoladas"
Claudia e seus filhos. Foto: Divulgação

Então, uma das premissas para incentivar a aceitação da criança e também do adulto é através da representatividade. É muito importante termos artistas, celebridades e ainda influenciadores que sejam referência, quer seja na vestimenta, na aparência ou nas atitudes.

E, aqui, falando sobre os cabelos, a  beleza dos cabelos encaracoladas e crespos vem sendo cada vez mais exaltada e os pais possuem um papel fundamental na construção da autoestima das crianças.

Assim, Claudia que  é mãe de três crianças, um menino e duas meninas, ambas de cabelos encaracolados enfatiza que todo o processo que a levou ao livro foi um grande aprendizado e exercício de autoaceitação para ela mesma, pois  sempre alisou seus cabelos desde a infância.

Sobre o livro “As Princesas Encaracoladas” 

O livro conta a história real de duas irmãs  que amam os contos de princesas, porém perceberam que a maioria delas possuem belezas que replicam apenas os modelos de meninas brancas, com cabelos lisos.

A duas irmãs de cabelos cacheados, começaram a redarguir ao fato de não existirem princesas tanto nos livros quantos nos filmes com os cabelos crespos como os delas.

De uma forma simples e leve, as Princesas falam sobre aceitação, inclusão e diversidade. O livro ensina ao pequeno leitor que os cabelos cacheados, longos, curtos, crespos ou lisos são todos únicos, lindos e especiais!

Enfim, o “As Princesas Encaracoladas” é um exercício de empoderamento que as crianças devem exercer em seu cotidiano, para se amarem como são e respeitarem umas às outras!

Aceitação e inclusão em "As Princesas Encaracoladas"

Sobre a escritora Claudia Kalhoefer

Claudia é formada em Enfermagem e Direito. Trabalhou como Supervisora de Enfermagem em UTI-Neonatal e Pediatria em renomados hospitais no Brasil, como Hospital São Paulo e Instituto da Criança (Hospital das Clínicas).

Quando estava terminando a faculdade de Direito, conheceu seu marido, que é americano. Casaram-se e mudaram-se para o Colorado, nos EUA. Apesar de todos os desafios vivendo longe da família e dos amigos brasileiros, o amor venceu e o casal é muito feliz com sua família: três crianças preciosas e uma cachorra linda. 

 

Fotos: Divulgação / Reprodução
Edição: Redação Na Mídia
Fonte:  Redação Na Mídia
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