Show da noite orfão sem ABELARDO FIGUEIREDO

Domingo fui assistir “O rei e eu”, espetáculo de Jorge Takla, uma superprodução musical, obediente ao original da Broadway

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Show da noite orfão sem ABELARDO FIGUEIREDO

Por Mauricio Kus

Show da noite orfão sem ABELARDO FIGUEIREDO.

Domingo fui assistir “O rei e eu”, espetáculo de Jorge Takla, uma superprodução musical, obediente ao original da Broadway produzido pelos músicos Richard Rogers e Oscar Hammerstein II, com base no romance de Margaret Land, “Ana e o Rei do Sião”, que já´teve três versões cinematográficas, a mais famosa e clássica com Yul Bryner, que representou o rei por duas décadas nos palcos da Broadway.

Agradável surpresa.

Por acharmos eu, meu filho e nora, que minhas netinhas Bruna e Alessandra (4 e 5 anos) eram muito pequenas para enfrentar sentadinhas e quietinhas, um espetáculo de três horas, não as levamos ao Teatro Alfa.

Assim que voltamos para casa, colocamos na TV o DVD do filme com Yul Bryner, para que elas assistissem. Fizemos um bolsa de apostas e os índices de desistência variavam de 5 a 40 minutos. Deu tudo errado, acumulou! Elas assistiram quietinhas e interessadas até o fim. Adoraram.

Show da noite orfão sem ABELARDO FIGUEIREDO

Vamos levá-las ao Teatro Alfa para ver “O rei e eu” ao vivo.

Enquanto assistia à peça, com todo aquele luxo, elegância, cenários, magníficos figurinos, elenco entrosado e cantores afinados, veio à minha mente uma comparação: Jorge Takla faz no palco de um grande teatro o que Abelardo Figueiredo fazia em palcos minúsculos de casas noturnas.

Talvez conseqüência de encontrar na platéia minha amiga Helô Machado, que participara de um livro sobre a vida de Abelardo.

Enquanto o público espera, com certeza, que Jorge Takla fará novos e ousados empreendimentos, os fãs dos shows de Abelardo Figueiredo se sentem órfãos.

Porquanto,  não apareceu no show business brasileiro um outro produtor com sua estirpe, arrojo e talento.

Justamente, para continuar sua saga nos pocket shows que fizeram a fama do Urso Branco, do Beco, do Palladium, onde se podia jantar, dançar e assistir ao show, como se São Paulo fosse uma extensão de Nova York ou Londres conclusivamente.

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