Brasileiros terão que esperar pandemia acabar para ir aos EUA

Análise política sob os olhos de Roberto Monteiro Pinho. 

Seguidores de Bolsonaro protestam contra Doria

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro se reuniram neste último domingo, dia 1 de novembro,  na avenida Paulista, na cidade de São Paulo, para protestar contra o governador João Doria (PSDB). E uma eventual obrigatoriedade de tomar a vacina contra a covid-19 produzida no Estado.

Dessa forma, a multidão se reuniu em frente o Masp na Paulista. E, naturalmente, a hashtag #ForaDoria alçou os assuntos mais comentados do Twitter. Ou seja, com mais de 94 mil citações até a publicação desta reportagem.

Assim, os manifestantes criticavam a “vachina”, em referência à CoronoVac, vacina contra o novo coronavírus que está sendo desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac. A saber, o Estado de São Paulo tem parceria com a empresa por meio do Instituto Butantan para produção do imunizante. Então, na sexta-feira (30), o instituto fretou 6 aviões para transportar a matéria-prima da CoronaVac da China para o Brasil.

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Análise política sob os olhos de Roberto Monteiro Pinho

Trump cola em Biden e quer mudar a dinâmica das eleições

Atrás nas pesquisas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aproveitou-se de e-mails divulgados recentemente, supostamente do filho de seu adversário na corrida à Casa Branca, o candidato democrata Joe Biden, para tentar mudar a dinâmica das eleições presidenciais em sua reta final, no que a imprensa americana descreveu como “surpresa de outubro”.

As alegações contra o democrata foram o pano de fundo do pedido de demissão do jornalista Glenn Greenwald, cofundador do site The Intercept. Ele se demitiu do site na quinta-feira (29/10). Greenwald alegou que foi censurado por causa de um artigo que escreveu sobre o assunto. O Intercept, por sua vez, criticou o jornalista e diz que ele estaria fazendo um papel de “vítima”.

Greenwald ficou mundialmente famoso ao publicar, em junho de 2013 no jornal britânico The Guardian, uma reportagem mostrando a existência de programas secretos de vigilância global dos Estados Unidos, efetuados pela Agência de Segurança Nacional (NSA). Para isso, contou com a ajuda de Edward Snowden, que havia sido funcionário da CIA, a agência de inteligência americana, assim como, da NSA. Snowden coassina a reportagem, que ganhou o Prêmio Pulitzer, o mais importante do jornalismo. Enfim, as eleições estão marcadas para hoje, 3 de novembro.

As denúncias…

Não se trata de uma estratégia nova. Da mesma forma, o esforço da campanha do candidato republicano para arquitetar uma revelação surpresa nas semanas finais da campanha para “virar” a eleição é uma tática política frequentemente usada. De fato, o termo “surpresa de outubro” foi cunhado em 1980 e referia-se a esforços secretos do então presidente Jimmy Carter (1977-1981) para negociar a libertação de reféns americanos no Irã antes da eleição. Por fim, as negociações fracassaram e Ronald Reagan venceu.

Enquanto isso, Trump vem acusando repetidamente Biden de irregularidades em relação à Ucrânia e à China enquanto era vice-presidente, o que ele nega.

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A questão ressurgiu após um artigo do New York Post sobre um suposto e-mail no qual um consultor de uma empresa de energia ucraniana, a Burisma, aparentemente agradeceu ao filho de Biden, Hunter, por convidá-lo para conhecer seu pai.

Questionado sobre as acusações, Biden disse a um repórter se tratar de uma “campanha de difamação”. Nenhuma atividade criminosa foi comprovada e nenhuma evidência surgiu de que Biden fez algo para beneficiar seu filho intencionalmente.

O artigo do New York Post

Um artigo publicado pelo jornal New York Post tem como foco um e-mail de abril de 2015, no qual um conselheiro da empresa Burisma, Vadym Pozharskyi, aparentemente agradeceu a Hunter Biden por convidá-lo para encontrar seu pai em Washington.

Hunter, o segundo filho de Joe Biden, era diretor do conselho de administração da Burisma – uma empresa privada de energia de propriedade da Ucrânia, enquanto seu pai era o encarregado do governo Obama nas relações entre os EUA e a Ucrânia. Hunter era um dos vários estrangeiros no conselho da empresa.

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U.S. President Donald Trump gestures toward Democratic presidential candidate former Vice President Joe Biden during the second and final presidential debate at the Curb Event Center at Belmont University in Nashville, Tennessee, U.S., October 22, 2020. Morry Gash/Pool via REUTERS

Biden rebate acusações

O artigo do New York Post não forneceu evidências de que a reunião tenha ocorrido. A campanha eleitoral de Biden disse que não havia registro de tal reunião na “programação oficial” do ex-vice-presidente da época.

Mas em um comunicado ao site americano Politico, a campanha também reconheceu que Biden poderia ter tido uma “interação informal” com o conselheiro do Burisma que não apareceu em sua programação oficial, embora afirmasse que qualquer encontro teria sido “superficial”.

“As investigações da imprensa, durante o impeachment e até mesmo de dois comitês do Senado liderados por republicanos, cujo trabalho foi considerado ‘não legítimo’ e político por um colega republicano, chegaram à mesma conclusão: que Joe Biden executou a política oficial dos EUA em relação Ucrânia e não se envolveu em nenhuma transgressão”, disse Andrew Bates, porta-voz de Biden.

Maia constrange líder do PL

Em entrevista à coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o deputado Wellington Roberto, líder do PL na Câmara, defendeu o governo do presidente Jair Bolsonaro e criticou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

– Estou dizendo que Rodrigo Maia foi infeliz, com todo respeito eu tenho ao presidente da Casa. Nós não concordamos com essas colocações que ele fez de uma forma em que ele atribui e joga no colo da base o engessamento do país.

Roberto rebateu declarações de Maia, que na última terça-feira (27) culpou a base do governo por atraso em votações.

– Não sou eu que estou obstruindo, é a base do governo. Se o governo não tem interesse nas medidas provisórias, eu não tenho o que fazer – disse Maia, na terça.O deputado afirmou ainda que Maia tem o hábito de fazer ataques a pessoas e depois “assoprar”.

Chinesa Xiaomi já é a terceira na venda de smartphones no mundo

A fabricante chinesa de eletrônicos Xiaomi ultrapassou a Apple pela primeira vez em vendas globais de celulares e ocupa agora a terceira posição de vendas entre as fabricantes, aponta uma pesquisa da consultoria IDC divulgada na quinta-feira (29).

O levantamento também mostra que a Samsung voltou a liderar a global de vendas de smartphones, após perder a liderança do mercado para a também chinesa Huawei, que ficou no topo por um único trimestre.

Segundo os dados, coletados depois da temporada de resultados financeiros das empresas, a Samsung vendeu 80,4 milhões de celulares no trimestre que se encerrou em setembro. Hoje, a sul-coreana é responsável por quase um em cada quatro smartphones vendidos em todo o mundo.

Huawei barrada no EUA

Já a Huawei vendeu 51,4 milhões de aparelhos e viu seus negócios serem impactados nos últimos meses pelas sanções impostas nos Estados Unidos em 2019 – a companhia é acusada pelo governo Trump de praticar espionagem a favor do governo chinês. A Xiaomi vendeu 46,5 milhões de dispositivos no terceiro trimestre – quase 5 milhões a mais do que a Apple.

Há motivos, porém, para explicar a queda da fabricante do iPhone. Tradicionalmente, a empresa de Tim Cook lança novos modelos de smartphones em setembro.

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Por conta da pandemia do coronavírus, porém, o lançamento do aparelho aconteceu apenas no início de outubro. O ciclo de produção do aparelho foi afetado por dois fatores. Um foi a paralisação das fábricas na China, no início do ano, onde a maior parte dos iPhones são globalmente produzidos. Outro foi a interrupção de viagens internacionais – antes do lançamento de um novo iPhone, engenheiros da Apple viajam até o país asiático para acertar detalhes da produção.

A queda de desempenho da Apple, porém, acabou sendo mais grave do que se previa: no período, as vendas de iPhones tiveram queda de quase 21% em receita, chegando a US$ 26,4 bilhões, sendo que analistas esperavam uma diminuição de 16% nas vendas.

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Sobre Roberto Monteiro Pinho

Aos 18 anos iniciou sua carreira já numa instituição sindicalista na cidade de São Paulo. Nos anos 70 mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro  onde fundou a Associação de Locação de Veículos do Rio de Janeiro – hoje sindicato.  Foi membro da PAB – Patrulha Aérea Brasileira, grupo tático de apoio a movimentos contrários ao regime militar.

Na vida comunitária fundou dezenas de associações de moradores. Editor, colunista e radialista,  apresentou programas na Rádio Imprensa FM e na Rádio Bandeirantes AM. Na militância política após participar em 1979 ao lado dos socialistas europeus, do Encontro de Trabalhistas no Exílio, na cidade de Lisboa. Na cidade de Madrid -Espanha, participou do Congresso Internacional do Partido Socialista Espanhol – PSOE. 

Monteiro apostava na fusão do PTB e o PDT, após fundar com Leonel Brizola sua agremiação. Foi candidato a deputado estadual pelo PTB em 1982, sufragando 4.713 votos. No jornalismo editou o periódico Jornal da Cidade e revistas, e a partir de 1978 passou a colaborar com o jornal Tribuna da Imprensa de Helio Fernandes, hoje seu amigo, chegando a subeditor. Estudou sociologia e direito, fez curso de jornalismo, e acabou optando pela comunicação, sua paixão profissional. Ingressou na Confederação Geral dos Trabalhadores – CGT, na diretoria de Relações Internacionais, quando foi nomeado juiz pela representação paritária na Justiça do Trabalho, tendo composto as Sétima e Nona Turmas, e dos Dissídios Coletivos – SEDIC. Por sua atuação na justiça trabalhista foi agraciado com a medalha do “Mérito do Trabalho”. 

Do mesmo modo, na atualidade, o autor tem seu blog trabalhista e político, onde publica matéria especializada sobre o judiciário trabalhista, escreve para 60 sites jurídicos. Aposentado, se dedica a assessoria para assuntos institucionais de sindicalismo, assim como, é subeditor da Tribuna online. Além disso, foi Secretário Administrativo da ABI, onde contrariado pela má gestão da entidade solicitou seu desligamento em 2015.

Análise política sob os olhos de Roberto Monteiro Pinho
De fato, neste mesmo ano, a pedido de um grupo de seleto jornalistas e decanos, em 18 de novembro fundou a Associação Nacional e Internacional de Imprensa – ANI. Eleito seu presidente expandiu sua atuação para o exterior, ganhando projeção nacional e internacional. Assim, a entidade se destacou pela criação do inédito Plantão das Prerrogativas e a inúmeras atuações em prol da comunidade, do jornalismo. Através de Notas Técnicas no PL da Lei do Direito de Resposta que se encontra no STF, da Banda Larga e o Marco Civil da Internet. E recente no STJ derrubando a Lei de Desacato, instituto criado em pleno pulmão do regime da ditadura de 64. Em abril de 2016, cobriu a Olimpíada Rio -2016, com a inscrição de 41 jornalistas.

Lançou a obra “Justiça Trabalhista do Brasil” – que aborda o estado caótico dos tribunais trabalhistas no Brasil. Está trabalhando no texto do seu novo livro “Superação”, um narrativa de alto estima com personagens fictícios e acontecimentos da vida real.

Fotos: Divulgação / Reuters

Fonte: Divulgação

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